[Parte
I]
1. Introdução
[NOTA DO EDITOR (em Inglês): Por várias
décadas, a evolução tem recebido exposição proeminente em toda a cultura
americana através de escolas públicas, museus de ciência e história natural,
programação de televisão, folhetos guias em parques nacionais, revistas
populares, brinquedos e
roupas infantis, filmes e cinema, e a lista continua indefinidamente. Quais foram os resultados dessa propaganda
generalizada, unilateral? Tem o ensino da evolução exercido uma influência
positiva na sociedade? As pessoas têm sido enriquecidas, elevadas e
enobrecidas pelo ensino da evolução? Evolucionistas ateus não gostam de
tomar sobre si a responsabilidade
pelas implicações lógicas e as consequências do seu sistema de crenças. No
entanto, leia e comprove por si mesmo
a primeira parte desta série sobre os
frutos amargos de ateísmo e sua descendência, a evolução.]
Em 12 de fevereiro de 1998,
William Provine, distinto professor do Departamento de Ecologia e Biologia
Evolucionária na Universidade de Cornell, subiu ao pódio no campus da
Universidade do Tennessee em Knoxville. Ele foi convidado a pronunciar o
discurso principal no Segundo Dia Anual de Darwin, um dia dedicado à
comemoração da vida e ensinamentos de Charles Darwin. Em um resumo do que discursou,
no site Dia de Darwin, os comentários introdutórios do Dr. Provine estão
registrados com as seguintes palavras:
“A evolução naturalista nos trás claras consequências, as quais Charles Darwin entendeu perfeitamente: 1) Não há deuses dignos de existência; 2) Não existe vida após a morte; 3) Não existe nenhum fundamento último para a ética; 4) Não existe nenhum significado final na vida; e 5) A liberdade humana é inexistente[1].” (Provine, 1998). A mensagem de Provine que se seguiu esteve centrada em sua quinta declaração sobre o livre-arbítrio humano. Antes de mergulhar no “cerne” de sua mensagem, no entanto, ele observou: “As primeiras 4 implicações são tão óbvias para os evolucionistas naturalistas modernos que vou passar pouco tempo defendendo-as”. (Idem, 1998).
Fica claro, então, pelos comentários de Provine, que ele acredita que a evolução naturalista não tem como produzir um “fundamento último para a ética”. E é igualmente claro que este sentimento era tão evidente para os “evolucionistas naturalistas modernos” que o Dr. Provine não sentia que ele ainda precisava ser defendido. O Professor de Oxford, Richard Dawkins, concordou com Provine, dizendo:
“A discriminação moral absolutista[2] é devastadoramente prejudicada pelo fato da evolução.” (2006, p 301).
Os comentários de tais evolucionistas de alto nível proporcionam um excelente trampolim a partir do qual iremos examinar as consequências lógicas de crença na evolução naturalista. Se é verdade que os seres humanos evoluíram a partir de não-vivos, de um lodo[3]primordial, então qualquer sentimento de obrigação moral deve ser simplesmente apenas um trabalho subjetivo dos neurônios físicos disparando no cérebro. Teoricamente, cientistas e filósofos ateus admitem esta verdade. Charles Darwin compreendeu isso perfeitamente. Ele escreveu:
“Um homem que não tem a
crença assegurada e sempre presente na existência de um Deus pessoal ou de uma
existência futura com retribuição e recompensa, pode ter a sua regra de vida,
tanto quanto eu posso ver, apenas para seguir aqueles impulsos e
instintos que são o mais forte ou que lhe parecem os melhores”. (1958,
p. 94, emp. acrescentada).
Em um nível pragmático, no
entanto, quando uma pessoa ou grupo de pessoas realmente permitir que a ideia
teórica para influenciar as suas ações, a brutalidade da imoralidade da
evolução é trazido à luz, e seu absurdo se manifesta.
As consequências que serão
apresentadas como consequência do ateísmo:
Tópicos Parte I
· 1 - Introdução
·
2 - A Desvalorização da
Vida Humana
·
3 - A Eliminação de
Populações Humanas
·
4 - O Aborto
·
5 - As Mortes em Nome do
Ateísmo
Tópicos da Parte II
·
6 - Desvio e Perversão
Sexual & Evolução e Violação
·
7 - Homossexualidade &
Fornicação e Gravidez na Adolescência
·
8 - Evolução: Adultério
& Pedofilia
· 9 - A Agenda Sexual Ateísta;
· 10 - A Objeção Ateísta; Conclusão
2. A
DESVALORIZAção DA VIDA HUMANA
É um fato facilmente
verificável que a crença na evolução ateísta desvaloriza a vida humana,
rebaixando-a ao nível básico do estado animal. Tal maneira de pensar conduz logicamente à adoção de medidas que
destroem a vida humana inocente, mas isso
ainda é visto por pensadores ateus como sendo
algo “moral”. Por exemplo, em 1983, Peter Singer publicou um artigo na
prestigiosa revista Pediatrics
[Pediatria] intitulado “Santidade da Vida ou Qualidade da Vida?”. No artigo,
ele sustentou que não há nenhuma carga moral em se manter vivos os bebês
humanos que nascem com retardo mental ou outros problemas de desenvolvimento,
como a síndrome de Down por exemplo. Todo
o artigo apresenta um caso contra a santidade da vida humana, e sugere que a
vida de alguns animais seria muito mais valiosa do que as vidas de crianças
deficientes mentais. Na verdade, ele aludiu ao fato de que o ensino
moderno da evolução destruiu a ideia da santidade da vida humana:
“Não
podemos continuar a basear nossa ética na ideia de que os seres humanos são uma
forma especial de criação... Nossa melhor compreensão da nossa própria natureza
construiu uma ponte sobre o abismo que antigamente se imaginava situar-se entre
nós e as outras espécies, então por que devemos acreditar que o simples fato do
ser humano ser um membro da espécie Homo sapiens dota a sua
vida com possuindo um valor único, quase infinito?... Se compararmos uma criança
humana severamente defeituosa com um animal não humano, um cão ou um
porco, por exemplo, vamos encontrar muitas vezes o animal não humano dotado de capacidades
superiores, tanto reais quanto potenciais, para a racionalidade,
autoconsciência, comunicação e qualquer outra coisa que pode plausivelmente ser
considerada moralmente significativa. Apenas o fato de que a criança
deficiente é um membro da espécie Homo sapiens é que a leva a ser tratada de forma
diferente do cão ou do porco. Somente
pertencer a uma espécie, no entanto,
não é algo moralmente relevante....
Se nós pudermos pôr de lado a obsoleta e errônea noção da santidade de
toda a vida humana, poderemos começar a olhar para a vida humana como
ela realmente é: para a qualidade de vida que cada ser humano possui ou pode
conseguir”. (Singer, 72[1]:128-129 ênfase acrescentada).
Em seu livro The God Delusion[4], Richard Dawkins expressou a mesma ideia quando escreveu:
“Observe
agora que ‘pró-vida’ não significa exatamente pró-vida em
tudo. Significa- pró-vida humana. É difícil de conciliar a concessão
de direitos de exclusividade especiais para células da espécie Homosapiens com
o fato da evolução... A humanidade das células embrionárias
não pode conferir-lhe qualquer status descontínuo de moral absoluta.”(2006,
p. 300, itálico no original, ênfase acrescentada).
Em
seu livro “Criado A Partir de Animais: As implicações morais do
darwinismo”, o autoproclamado
darwiniano James Rachels afirmou que:
“Quando
as verdadeiras implicações morais de evolução forem compreendidas, a vida
humana deixará de ser considerada com o tipo de respeito supersticioso que é
concedido pelo pensamento
tradicional, e as vidas dos não humanos não serão mais uma questão de
indiferença. Isto significa que a vida humana será, em certo
sentido, desvalorizada, enquanto o valor concedido à vida não humana aumentará. Isso
resultará em uma revisão de assuntos como o suicídio e a eutanásia, bem como
uma revisão de como devemos tratar os animais”. (1990, p. 5, ênfase
acrescentada).
Ele
observou ainda:
“O
grande problema em tudo isso é o valor da vida humana... A dificuldade é que
o darwinismo nos deixa com menos recursos para construirmos
uma definição do valor da vida.” (p 197, ênfase adicionada).
De
acordo com a evolução ateísta, se uma criança humana vive ou morre isso deve depender do nível de potencial
sofrimento, a inteligência ou a falta dela, o retardo mental ou a deficiência
física. Se os recursos são tão limitados que um chimpanzé “inteligente” e
uma criança humana não podem ser ambos mantidos vivos, então a inteligência ou
o limite do sofrimento da criança deve ser comparado com a do
chimpanzé. Se o chimpanzé passa a ser mais “inteligente” ou mais
capacitado ao sofrimento, então o “simples” fato de que a criança é um ser
humano não lhe deve conferir qualquer
status moral especial. Assim, de acordo com essa linha de pensamento,
seria moralmente correto eliminar a criança humana em favor do
chimpanzé. Rachels apresentou esta ideia muito claramente:
“Uma
criança com graves danos cerebrais, mesmo que seja capaz de sobreviver por muitos anos, nunca poderá aprender a
falar, e suas capacidades mentais nunca poderão subir acima de um nível
primitivo. De fato, as suas capacidades psicológicas podem ser
comprovadamente inferiores aos de um típico macaco rhesus. Nesse caso, o
individualismo moral [Nota do Autor: dos quais Rachels é um proponente] não
verá que exista qualquer razão para se
preferir a vida da criança em detrimento da vida do macaco”. (1990,
pp. 189-190).
O
absurdo de tal pensamento lança em rosto
tudo o que os seres humanos têm entendido como moral. Os autores da Declaração
da Independência compreenderam o lugar especial que os seres humanos
possuem. Eles escreveram as famosas palavras:
“Consideramos
estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados
iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre
estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. (1776).
Note-se
que os autores da Declaração acreditavam que os seres
humanos tinham certos direitos que eram “auto-evidentes”. Na verdade, os
autores simplesmente registraram essa ideia como ela havia sido compreendida pela
humanidade há milênios.
O
que acontece quando os indivíduos, que acreditam que aos seres humanos não deve
ser dado qualquer status moral especial, põe a sua crença em prática? James Rachels lançou uma
luz doentia sobre essa questão quando ele concluiu:
“Alguns
seres humanos – talvez porque eles sofreram danos cerebrais – não são agentes
racionais. O que temos a dizer sobre eles? A conclusão natural, de
acordo com a doutrina que estamos considerando, seria a de que o seu estado é o
de meros animais. E talvez devêssemos concluir que eles podem ser utilizados como os animais não
humanos são usados, talvez como sujeitos
de laboratório, ou como alimento.” (1990, p. 186).
3. A ELIMINAÇÃO DA POPULAÇÃO
Forrest Mims III é o Presidente da Seção de Ciência Ambiental da Academia de Ciências do Texas. Ele edita uma publicação intitulada The Citizen Scientists[5]. Nos dias de 3 a 5 de março de 2006, Mims participou da 109a reunião da Academia de Ciências do Texas, que foi realizada na Universidade de Lamar em Beaumont, Texas. Mims relatou os eventos que ocorreram durante a reunião em um artigo intitulado Meeting Doctor Doom[6] (2006). [Salvo indicação em contrário, as seguintes citações e fatos são derivados do mesmo artigo.]
Na
reunião, o Dr. Eric R. Pianka, “ecologista evolucionista e especialista em
lagartos da Universidade do Texas que a Academia nomeou o Cientista Destaque do
Texas em 2006”, fez um discurso para cerca de 400 participantes. Pouco
antes de Pianka falar, Mims notou que um oficial da Academia estava envolvido
em uma conversa com o cinegrafista que estava gravando a reunião. A
conversa resultou no cinegrafista apontando “a lente de sua grande câmera para
o teto e se afastando lentamente”. Mims começou a tomar notas sobre o discurso
quando Pianka começou por advertir ao público que a maioria das pessoas não
estão prontas para ouvir o que ele tinha a dizer à assembleia.
Mims
observou que um dos principais pontos de Pianka era que aos seres humanos não
deve ser dado um status especial dentre os outros animais. “Pianka
martelou seu ponto de vista
exclamando, ‘Não somos melhores do que bactérias!’”. Em seu discurso, Pianka
sugeriu que a Terra não pode sobreviver ao atual aumento da população humana, e
que algo precisa ser feito “a fim de se reduzir a população a 10 por cento do número
atual”. Pianka então mencionado várias maneiras como isso pode ocorrer. “Seu candidato favorito para a
eliminação de 90 por cento da população mundial está no vírus Ebola (Ebola Reston) que
é transmissível pelo ar, porque é altamente letal e mata em dias, em vez de
anos”. O discurso terminou com um período de perguntas e respostas. Mims
observou:
“Imediatamente
quase todo cientista, professor e estudante universitário presente ficou de pé
e aplaudiu vigorosamente o homem que tinha endossado entusiasticamente a
eliminação de 90 por cento da população humana. Alguns até deram vivas”.
É
claro que muitos, dentro da comunidade evolucionária, não desejam ligar-se
estreitamente com a ideia de que um ecologista evolucionista pareça pensar que
suas ideias evolutivas precisam levar à destruição maciça de cinco bilhões de
seres humanos. Eles rapidamente acusaram Mims de falsas
declarações. Em 06 de abril de 2006, Nick Matzke escreveu:
“A câmara de eco do vento da insanidade soprou recentemente sobre a ideia de que Eric Pianka, ecologista distinto e muito amado na Universidade do Texas, defende o genocídio em massa por meio do Ebola, a fim de diminuir drasticamente a população mundial. A alegação foi levantada pelo criacionista descontente Forrest Mims, e rapidamente se espalhou para a blogosfera através de vários lugares como o blog de Dembski (três postagens!) e pela Telic Toughts[7], e depois foi para o Drudge Report[8] e causou uma tempestade na mídia nacional aparecendo no meu jornal local na segunda-feira pela manhã. Senti o cheiro de um rato, desde o início, e agora eu tenho provado que eu estava correto. A KXAN News36[9] em Austin, Texas, acabou desmascarado a coisa toda”. (2006, ênfase acrescentada).
A
declaração de Matzke, de que as informações do News36 haviam desmascarado “a
coisa toda”, estava longe de ser a verdade. De fato, em uma carta datada
de 10 de abril de 2006, o Professor Assistente Dr. Kenneth R. Summy,
Vice-Presidente da Seção de Ciência Ambiental da Academia de Ciências do Texas,
escreveu:
“Minha
impressão geral da apresentação do Dr. Pianka era uma mensagem do “Dia do Juízo
Final” de que a vida na Terra está prestes a ser extinta e quanto mais cedo a
população humana for reduzida melhor. Eu esperava que ele estivesse
brincando ou sendo sarcástico quando afirmou que uma pandemia do vírus ebola
seria ótimo para a terra? [sic] nenhuma pessoa sã iria realmente acreditar
nisso.” (2006)
Dr.
Summy ainda observou:
“Forrest
Mims não deturpou nada sobre a apresentação. Eu ouvi essas declarações por
mim mesmo, e estaria disposto a apostar que a maioria do público que assistiu a
apresentação teve a mesma impressão que eu tive. Na minha opinião a
mensagem contida no discurso prejudicou o quilo que foi, por outro lado, uma
excelente reunião.” (2006).
As
seguintes declarações de um estudante “defensor” do Dr. Pianka adicionou ainda
mais credibilidade ao registro de Mims:
“A
palestra do Dr. Pianka, na reunião da Academia de Ciências do Texas, foi
principalmente a respeito dos
problemas que os humanos estão causando à medida que proliferam rapidamente em
todo o mundo... Ele é um pensador radical, único! Quero dizer, ele está
basicamente defendendo a morte de todos, menos 10% da população atual! E
correndo o risco de soar igualmente radical, acho que ele está certo”. (“Dr.
Eric R. Pianka...,” 2006; ver também “Revisitando...”, 2006).
Além
disso, Dr. Pianka pessoalmente postou várias avaliações dos alunos sobre seu
ensino. Um aluno comentou:
“Eu
não torço por ebola [sic], mas talvez a proibição de ter mais de um
filho. Concordo... muitas pessoas [está] arruinando este planeta”
(“Trechos de Avaliações dos Alunos”).
Outro
escreveu:
“Embora
eu concorde que transportação [sic] biológica é de extrema importância para o
mundo, eu não acho que a pregação de que 90% da população humana deva morrer de
ebola [sic] seja o meio mais eficaz de incentivar a consciência da
conservação.” (“Trechos de Avaliações dos alunos”).
O
fato é, os conceitos de ecologia evolutiva do Dr. Pianka o empurraram para a
conclusão de que os seres humanos não são melhores do que as bactérias e que a
população humana tem de ser drasticamente reduzida. Por mais que muitos de
seus colegas evolucionistas desejassem se distanciar de tal pensamento radical,
não podem logicamente fazê-lo.
Evolução
ateísta implica em que os seres humanos não são melhores do que as
bactérias. Eles podem ter mais capacidade para sofrimento, eles podem ter
cérebros e estruturas corporais mais complexas, mas, no final, um organismo vivo
é tão valioso quanto o outro. Se você tem o direito moral de destruir
milhões de bactérias, porque elas estão impedindo o “progresso” da humanidade,
você tem o mesmo direito moral de destruir milhares de milhões de seres
humanos, porque eles estão causando problemas ecológicos a outros, igualmente
valiosos, organismos do planeta.
4. ABORTO
O dicionário
Merriam-Webster define o aborto como: “a interrupção de uma gravidez
depois, acompanhado por, resultando em, ou seguido de perto pela morte do embrião
ou do feto” (“Aborto”, nd., ênfase acrescentada). Nos Estados
Unidos, esta prática assassina se tornou legal desde 22 de Janeiro de 1973, e resultou na morte de mais de 48 milhões de
vidas humanas inocentes, apenas neste país. Se os abortos realizados
na Europa e na Ásia, durante o mesmo período de tempo, forem adicionadas a este
quadro, o número de mortos poderia
facilmente chegar a centenas de milhões. É imoral encerrar a vida de
crianças humanas não nascidas?
De
acordo com a comunidade evolutiva ateísta, o aborto não é uma prática
imoral. Na verdade, ele é muitas vezes visto como algo moral e
correta. Uma linha de raciocínio utilizada para justificar a prática é a
ideia de que os seres humanos não devem ser tratados de forma diferente da dos
animais, já que os humanos não são nada eles próprios mais do que meros
animais. O fato de que um embrião é “humano” não é razão para dar-lhe um
estatuto especial. Dawkins escreveu:
“Um
embrião precoce tem a sensibilidade, bem como a aparência, de um girino... Uma
escola de pensamento se importa se os embriões podem sofrer. Algumas
outras tem preocupações sobre se eles são humanos... moralistas seculares são
mais propensos a perguntar: ‘Não importa se é humano (o que
isso significa para um pequeno grupo de células?); em que
idade é que um embrião em desenvolvimento, de qualquer espécie, tornar-se capaz
de sofrer?” (2006, pp. 297-298, itálico e itens entre parênteses
constam no original).
Dawkins
se identifica como um “moralista secular” e
que não seria um fator na equação
moral a ideia de “humanidade”. Como ele e outros “moralistas seculares” decidem
se um embrião humano deve viver? Ele observou:
“Um
consequencialista ou utilitarista é suscetível a abordar a questão do aborto de
uma maneira muito diferente, tentando pondera sobre sofrimento. Será
que o embrião sofre? (Presumivelmente não, se for abortado antes que ele
tenha um sistema nervoso; E mesmo se for velho o suficiente para ter um sistema
nervoso certamente sofre menos do que, digamos, uma vaca adulta num
matadouro)”. (2006, p. 293, parênteses constam no original, ênfase
acrescentada).
O
moralista ateu moderno simplesmente “pondera sobre sofrimento”. Se o embrião
humano ainda não atingiu a fase em que um sistema nervoso se desenvolve, então
é menos valioso do que um animal que tem um sistema nervoso. E mesmo se
ele não tenha um sistema nervoso, ele provavelmente não sofrerá tanto quanto
uma vaca num matadouro. Assim, seria mais moral parar de matar vacas num
matadouro do que parar de permitir que os seres humanos abortem seus
filhos. Como o escritor ateu Sam Harris observou:
“Se
você está preocupado com o sofrimento neste universo, matar uma mosca
apresentará a você maiores dificuldades morais do que matar um blastocisto
humano [um embrião humano com de três dias de idade – nota de K. B.].” (2006, p. 30).
Ele
afirmou ainda:
“Se
você está preocupado com o sofrimento humano, o aborto deve ser classificado num nível muito baixo em sua lista de
preocupações”. (p 37)
A
falência moral de tal pensamento é brutalmente óbvia. Desde quando a
quantidade de sofrimento é o critério pelo qual as decisões morais da vida
humana e da morte são feitas? Mas isso é exatamente o que Dawkins e seus
colegas moralistas ateus afirmam. Ele escreveu:
“Claro,
pode-se argumentar que os seres humanos são mais capazes de, por exemplo,
sofrer do que outras espécies. Isso poderia muito bem ser verdade, e nós
podemos legitimamente dar aos humanos um estatuto
especial em virtude dela”. (2006, p. 301).
De
acordo com Dawkins, seria logicamente permissível matar qualquer pessoa, desde
que elas não sofram, ou outros (como pais ou irmãos) não sofram por causa de
suas mortes. Suponha-se, então, que uma sociedade decida que os órfãos de
cinco anos de idade, sem irmãos sejam menos
desejáveis e precisem ser
eliminados. De acordo com a moral de Dawkins, se policiais forem mobilizados a perseguirem tais crianças,
imediatamente aplicando-lhes um tiro letal em seus cérebros sem que elas sintam
qualquer dor, então tais ações poderiam ser tão moralmente viáveis como matar
vacas adultas num matadouro. Dawkins e seus colegas pensadores ateus não
têm absolutamente nenhuma base sobre a qual afirmar que matar crianças de cinco
anos desta forma seja “errado”.
Peter Singer admite a realidade desta implicação lógica da evolução ateísta. Em seu capítulo intitulado: “Justificando O Infanticídio”, Singer concluiu que os bebês humanos são “substituíveis”. O que Singer quer dizer com “substituível”? Ele ressalta que se a mãe decidiu que ela vai ter dois filhos, e a segunda criança nasce com hemofilia[10], então essa criança pode ser descartada e substituída por outra criança sem violar qualquer código moral de ética. Ele explicou:
“Portanto,
se matando a criança hemofílica não obtermos efeito adverso sobre outros,
seria, de acordo com a visão total, correto matá-la. A visão total trata
crianças como substituíveis” (2000, p. 190).
Ele
passou a argumentar que muitos na sociedade ficariam horrorizados em se matar
uma criança com uma deficiência como a hemofilia, mas sem uma boa
razão. Ele argumentou que tal feito
ocorre regularmente antes do nascimento, quando uma mãe interrompe a vida de uma criança ainda no útero após o diagnóstico
pré-natal revelar um transtorno. Ele afirmou:
“Quando a morte ocorre antes do nascimento, a substituição não entra em conflito com convicções morais geralmente aceitas. Quando se tem conhecimento de que um feto é deficiente[11] isto é amplamente aceito como fundamento para o aborto. No entanto, ao discutirmos o aborto, dizemos que o nascimento não marca uma linha divisória moralmente significativa. Não consigo ver como se poderia defender a opinião de que os fetos podem ser ‘substituído’ antes do nascimento, mas os recém-nascidos não poderiam”. (2000, p. 191).
Singer propôs ainda que aos pais deve ser dado um determinado período de tempo depois que uma criança nasça para tenham permissão em se decidir se eles gostariam ou não de matar a criança[12]. Ele escreveu:
“Se
os recém-nascidos com deficiência não forem considerados como tendo o direito à
vida, até que, digamos, uma semana ou um mês após o nascimento, se permitiria
que os pais, em consulta com seus médicos, fizessem
uma escolha com base num conhecimento da condição da criança muito maior do
que se é possível antes do
nascimento”. (2000, p. 193).
Alguém
poderia se perguntar por que Singer estabelece
o período de uma semana ou de um mês. Porque não basta afirmar que é
moralmente correto aos pais matarem seus bebês em um ano ou em cinco
anos? Singer concluiu seu capítulo sobre infanticídio com estas palavras:
“No
entanto, o ponto principal é claro: matar um bebê deficiente não é
moralmente equivalente a matar uma pessoa. Muitas vezes não é errado,
absolutamente.” (p. 193, ênfase acrescentada).
Quando
as consequências lógicas da evolução ateísta são tão claramente enunciadas por
seus seguidores, as perspectivas são de fato macabras.
Outra linha de raciocínio utilizada para justificar o aborto (e diversas outras práticas imorais) é a ideia de que uma vez que os seres humanos são meros animais, é bom para eles para se comportarem como animais. O próprio Charles Darwin propôs em um capítulo de The Descent of Man[13]:
“Meu
objetivo neste capítulo é de demonstrar que não há diferença fundamental entre
o homem e os mamíferos superiores nas suas capacidades mentais” (1871, p 446).
Assim,
sugere-se que se pode encontrar um exemplo de animais envolvidos em uma
atividade, que iriam fornecer justificação moral suficiente para que os seres
humanos necessariamente praticassem mesmo. Aplicando esta ideia ao aborto,
Barbara Burke escreveu:
“Entre
algumas espécies animais, infanticídio parece ser uma prática
natural. Poderia ser natural para os seres humanos também, uma
característica herdada de nossos ancestrais primatas? Charles Darwin
observou em The Descent of Man que o infanticídio foi ‘provavelmente
o mais importante de todos os controles no crescimento da população durante a
maior parte da história humana’.” (1974, 185:653).
Observe
que Burke reconhece o fato de que os seres humanos matam sua prole, e justifica
a prática referindo-se a atividades “análogas” no reino animal. Talvez,
ela argumenta, os humanos matem seus recém-nascidos ou crianças não nascidas,
porque eles herdaram a prática assassina de seus ancestrais
animais. Raciocinando desta maneira, ela tenta, não somente sugerir que
matar bebês humanos não é moralmente neutro, mas que poderia ser moralmente
correto se a prática for usada para se
controlar o crescimento da população. A este respeito, James Rachels
escreveu:
“Finalmente,
se um é, no entanto, tentado a acreditar que os seres humanos são
psicologicamente únicos, é útil lembrar que todo o empreendimento da psicologia experimental, tal como é
praticado hoje, assume a posição oposta. O
comportamento animal é rotineiramente estudado com um olhar sobre a aquisição
de informações que podem, em seguida, ser aplicadas aos seres humanos. Os
psicólogos que querem investigar o comportamento maternal, por exemplo... podem
estudar o comportamento de mães e lactentes macacas rhesus, assumindo que tudo o que é verdadeiro para elas será
verdade para os seres humanos, porque, afinal de contas, elas são como nós”. (1990,
p. 166, ênfase acrescentada):
Em
resposta a esse pensamento, vários pontos precisam ser considerados. Os
seres humanos não são animais. Não há nenhuma evidência documentada que evidencie a falsa ideia de que os
seres humanos evoluíram a partir de organismos inferiores (ver Harrub e
Thompson, 2002). Na verdade, todas as evidências observáveis comprovam que os seres humanos mantêm um
status completamente original no que se diz respeito aos seus componentes
mentais, emocionais e cognitivos (ver “À Imagem...”, 2001; Lyons e
Thompson, 2002). Justificar o comportamento humano com base no comportamento
observado no mundo animal apresenta uma ignorância grotesca de tudo que os seres humanos entendem sobre
moralidade. Dez por cento da dieta de um dragão de Komodo adulto consiste muitas
vezes na canibalização de dragões de Komodo jovens. Estaria alguém tão irracionalmente
perturbado a ponto de sugerir que, porque vemos o canibalismo infantil em
dragões de Komodo, seria natural para os seres humanos também comerem seus
jovens? Aparentemente sim. James Rachels escreveu:
“A
ideia de usar animais como modelos psicológicos para os seres humanos é
uma consequência do darwinismo. Antes de Darwin, ninguém poderia ter
levado a sério o pensamento de que poderíamos aprender algo sobre a
mente humana através do estudo de meros animais”. (1990, p. 221, ênfase acrescentada).
Se
todo o comportamento humano concebível pode ser justificado com base na ideia
de que ele imita o comportamento animal, então porque não abolir todas as leis,
permitir que os seres humanos mais fortes matem os mais fracos, permitir que
mães comam seus bebês, permitir que o homem assassine seus rivais sexuais,
permitir que as mulheres assassinem e canibalizem seus amantes após a relação
sexual, e simplesmente nos deixarmos
conduzir até uma situação tão deplorável da “natureza”? As
consequências lógicas de tal justificação filosófica são tão óbvias quanto elas
são ridículas. O estratagema para justificar o aborto (e outras
imoralidades igualmente condenáveis), sugerindo que ela é “natural” é pouco
mais do que uma tentativa de pôr de lado todas as restrições morais e rebaixar
a sociedade ao ponto da bestialidade sem sentido. No entanto, tal é o
resultado lógico do ateísmo.
5. mortes
em nome do ateísmo
Nem
todos os ateus são pessoas grotescamente imorais. Na verdade, muitos deles
seriam vistos como indivíduos morais que não roubam, não cometem assassinato, não
abusam de seus filhos, ou violam as leis. O ponto aqui colocado não é que todos os pensadores ateus estão vivendo as
implicações lógicas de suas crenças. O ponto apresentado é que a filosofia do ateísmo implica na conclusão lógica de que a imoralidade é aceitável ou inexistente. É verdade que
a maioria dos ateus não põe em prática as implicações de sua crença, mas também
é verdade que alguns o fazem, e que as suas ações não podem ser interpretadas
de forma a ser outra coisa senão o que elas são – as consequências lógicas de
pensamento ateísta, evolucionário.
Claro,
ateus “respeitáveis” negam que as pessoas cometem crimes e atrocidades imorais
por instigação do ateísmo. Como Dawkins afirmou:
“Indivíduos
ateus podem fazer coisas más, mas eles não fazem coisas más em nome do
ateísmo”. (Dawkins,
2006, p. 278, ênfase acrescentada).
Sua
afirmação é patentemente falsa. Muitas vezes as pessoas fazem coisas más
em nome do ateísmo. Essas pessoas entendem que seu ateísmo evolutivo é um fator de contribuição primordial
para as suas más ações, e que todo o
peso das conclusões lógicas do ateísmo justificam seu comportamento.
5.1 COLUMBINE
O dia de 20 de Abril de 1999
entrará para a história dos Estados Unidos como a data de um dos mais nefastos
atos criminosos de assassinatos dos tempos modernos. Dois adolescentes,
Eric Harris e Dylan Klebold, depois de meses de elaborado planejamento, abriram
fogo contra seus colegas, matando 12 de seus colegas e um professor, ferindo 23
outros e depois cometendo suicídio. Evidências publicadas na Web e em
documentos escritos mostraram que os dois adolescentes tinham elaborado planos
detalhados para matar centenas de alunos com explosivos caseiros, mas a maioria
dos seus planos macabros deu errado.
Centenas
de investigadores de polícia, educadores, líderes políticos e outros
profissionais investigaram as razões pelas quais Harris e Klebold repentinamente agiram como eles agiram.
Aspectos da pesquisa que tem trazido luz
às investigações tem sido a ligação muito clara entre a ideia evolutiva da
seleção natural e o desejo de Harris de matar seus companheiros humanos. No
dia do tiroteio, Harris usava uma
camiseta branca com as palavras “seleção natural” estampada nela
(“Columbine”, 2008). Isso não foi coincidência, ela foi modelada para fazer
uma declaração. De acordo com o
Gabinete do Relatório do Xerife do Condado, em um documento encontrado em seu
quarto, Harris escreveu:
“Eu gostaria de ver todo vocês desgraçados[14] morrerem... Eu adoraria isso! em algum momento [sic] em Abril eu e V iremos nos vingarmos e iremos chutar a seleção natural que ela suba alguns degraus” (como citado em “Columbine”, de 2008, ênfase acrescentada).
Seu
diário também declara:
“Eu
morrerei antes de trair meus próprios
pensamentos. mas [sic] antes de eu deixar este lugar sem valor, eu vou
matar quem eu considero impróprio para, qualquer coisa,
especialmente a vida” (como citado em “Columbine”, de 2008, ênfase acrescentada).
Em
seu artigo intitulado “Matar a Humanidade. Ninguém
Deve Sobreviver”, Dave Cullen relatou extensivamente sobre a investigação em
torno do massacre de Columbine. Ele escreveu:
“Eles
consideravam a raça humana indigna deles”, disse um investigador. Harris “fala
muito sobre a seleção natural de uma forma que o conectava à
sua admiração pessoal por Hitler e pelo
nazismo e sua ‘solução final’ - que nós, a raça humana, havíamos interrompido
ou transtornado a seleção natural por invenção de vacinas e
coisas assim. Em um de seus escritos, ele fala sobre isso: ‘Seria ótimo se
não houvesse vacinas, porque as pessoas que deveriam ter morrido teriam
morrido, e nós não perpetuaríamos este tipo de coisa’.” (1999. Ênfases adicionadas).
As
crenças evolutivas dos assassinos de Columbine não podem ser desconectadas de
seus assassinatos brutais.
5.2 MASSACRE NA FINLÂNDIA
Outro
exemplo deste tipo de relação entre o ateísmo e o comportamento imoral vem da
Finlândia. Um homem de 18 anos chamado Pekka Eric Auvinen marchou para a
sua escola, atirou e matou sete de seus colegas de escola, bem como a
diretora. Em seguida, ele virou a arma contra si mesmo e cometeu
suicídio. Quando tal carnificina horrível ocorre, nós naturalmente nos perguntamos:
“Por quê?” O que levaria um jovem como Auvinen a cometer tais horríveis
atrocidades? No caso de Auvinen, a resposta é clara.
Auvinen
explicou a filosofia que o levou a cometer esse covarde assassinato em massa. Em
um painel de postagens em um site, antes do assassinato, ele explicou que ele
era um autodeclarado...
“...existencialista
cínico, humanista anti-humano, anti-social social-darwinista, idealista
realista e ateu.” (“Morte Adolescente...”, de 2007, ênfase
acrescentada).
Ele
passou a afirmar:
“Eu,
como um seletor natural, eliminarei todos que enxergo como impróprios, desgraças
da raça humana e falhas da seleção natural”. (2007, ênfase acrescentada).
Ai
você a tem. A razão pela qual ele matou oito pessoas inocentes foi porque
ele era um evolucionista ateísta que desvalorizava a vida humana e acreditava
que ele tinha o direito de destruir qualquer ser vivo que ele considerava ser
menos apto do que ele.
Quanto
mais os evolucionistas insistem em separar-se de tais demonstrações repugnantes
de imoralidade, mais as implicações lógicas da sua impiedade os amarram
indubitavelmente às ações de Auvinen. A única coisa que separa Auvinen de
outros ateus é que ele agiu na prática
conforme as implicações lógicas da
sua crença ateísta. Já é mais do que
tempo da imoralidade do ateísmo ser reconhecida, repudiada, e exposta pelos frutos
repreensíveis que ele produz.
Jeffrey
Dahmer foi um dos assassinos em série mais notórios da história
moderna. Ele assassinou 17 homens e meninos, desmembrado seus corpos,
armazenado partes do corpo humano em seu apartamento, praticando necrofilia
homossexual e canibalizando suas vítimas (Dahmer, 1994, p. 10). Ele foi
condenado por 15 acusações de assassinato e condenado a cumprir mais de 900
anos de prisão. Durante sua prisão, ele foi assassinado por outro preso.
Quando
uma pessoa comete tais crimes, brutais e insanos, contra seus semelhantes,
perguntas naturais que surgem na mente dos que ouvem os detalhes incluem: Por
que uma pessoa cometeria tais crimes hediondos? O que poderia levar uma
pessoa a se tornar tal assassino? No caso de Jeffrey Dahmer, ele forneceu
a resposta ao mundo.
Em 1994, Stone Phillips entrevistou Jeffrey Dahmer e seu pai Lionel Dahmer para a NBC Dateline. Nessa entrevista, Stone Phillips fez a Jeffrey Dahmer várias perguntas sobre as possíveis causas do seu próprio comportamento. Em certa parte da entrevista, Jeffrey explicou que ele assumia a responsabilidade completa e pessoal por suas ações, e seus crimes não poderiam ser atribuídos a seus pais, à escola, ou a outras circunstâncias externas[15]. Na sequência destas observações, Jeffrey disse:
“Chega
um ponto em que uma pessoa tem que ser responsável por aquilo que ela faz”.
Seu
pai, Lionel, em seguida, perguntou-lhe:
“Deixe-me
perguntar. Quando você sentiu pela primeira vez que todos são responsáveis por suas ações.”
Jeffrey
respondeu:
“Bem,
graças a você, que me enviou aquele material sobre a ciência da
criação. Porque eu sempre acreditei na mentira de que a evolução é
verdade, que a teoria da evolução é verdade. Que todos nós viemos a existir a partir do lodo, e quando
morremos, você sabe, era isso. Não havia nada. Então, toda a
teoria deprecia a vida... E então eu vim a acreditar que o Senhor Jesus
Cristo é o verdadeiro Criador da Terra. As coisas não vieram a existir simplesmente”. (Phillips, 1994, ênfase acrescentada).
Lionel
Dahmer, em seguida, começou a discutir o período de tempo durante a educação de
Jeffrey em que ele acreditava que mais havia influenciado o comportamento
assassino de seu filho. Lionel
declarou:
“Naquele
período de tempo eu tinha me afastado de uma crença em um Ser Supremo. E eu
nunca, como resultado, passava a sensação de que somos todos responsáveis. No
final, Ele nos tomou para Si. E
esse conceito básico é muito fundamental para todos nós”.
Stone
Phillips, em seguida, perguntou a Lionel:
“Você
sente que a ausência, pelo menos por um tempo, de uma forte fé e crença religiosa
poderia ter impedido que você incutisse alguns daqueles pensamentos em Jeff?"
Lionel
respondeu:
“Certamente.”
Phillips,
em seguida, virou-se para Jeffrey e perguntou:
“É
assim que você se sente?”
Jeffrey
respondeu à pergunta de Phillips:
“Sim,
eu acho que teve uma grande parte a ver com isso. Se uma pessoa não acha
que existe um Deus perante O qual somos responsáveis, então, qual é a base que justificaria tentar modificar
seu comportamento a fim de mantê-lo dentro dos limites aceitáveis? É assim
que eu pensava, de qualquer maneira.” (Phillips, 1994)
A que, então, Dahmer atribui seus horríveis crimes? Ele simplesmente disse que ele acreditava que a evolução é verdade, que os seres humanos surgiram de lodo primordial, e que não há responsabilidade pessoal inerente à teoria. Dahmer entendeu as implicações lógicas da evolução ateísta perfeitamente. O comportamento de Dahmer estarrece a sociedade, porque ele tinha o intelecto para pôr em prática na vida real as implicações teóricas. Quando o fez, a sociedade ficou justificadamente indignada com o comportamento dele. Mas essa indignação é justificável apenas no contexto de um Deus a Quem todas as pessoas são responsáveis. Sem essa responsabilidade, Dahmer tinha o direito de concluir “Qual é a base que justificaria tentar modificar seu comportamento a fim de mantê-lo dentro dos limites aceitáveis?” Dahmer é mais um exemplo de uma pessoa que cometeu crimes de tão terríveis atrocidades em nome do ateísmo[16].
OS FRUTOS AMARGOS DO ATEÍSMO – Parte I.
Fonte: Publicado no site Apologetic Press, http://apologeticspress.org/kb.aspx
[1] A possibilidade
de decidir racionalmente, de escolher em função daquilo que nos caracteriza
como seres humanos dotados de características que evidenciam nossa própria
humanidade, isentos de qualquer condicionamento impostos pela lei da evolução,
por motivos ou causas determinantes tais como padrões morais absolutos e as
evidências de que existe um Criador. A humanidade, segundo este conceito, está
fadada à imposição do acaso, e das necessidades da lei do mais apto, do mais
forte, do mais bem preparado para evoluir. Os seres humanos não diferem dos
animais quando se refere às questões de aniquilação em favor de um bem maior, o
suposto advento da evolução de uma raça superior.
[2] Discriminação
Moral Absolutista: capacidade de discernir entre certo e errado, com base em
valores morais absolutos, tal como defendido pelos cristãos com base na Palavra
de DEUS.
[3] Depósito de
terras misturadas a matérias orgânicas em decomposição, que se efetua no fundo
das águas do mar, de rios, de lagos etc.
[4] No Brasil foi
publicado com o título “Deus, Um Delírio”.
[5] “Os Cidadãos
Cientistas”.
[6] A tradução seria
algo como “Encontrando Doutor Destino Fatal”, pois a palavra Doom
se refere a um evento trágico lúgubre e deprimente, à própria morte e
destruição, à qual não se tem escapatória.
[7] Pensamentos
Télicos.
[8] Algo como
“Informação Laboriosa”.
[9] Rede de notícias.
[10] Doença
hereditária ligada ao cromossoma X, caracterizada por problemas de coagulação
do sangue, e em que surgem espontaneamente ou como decorrência de traumatismos,
hemorragias subcutâneas, em membranas mucosas, em articulações, entre outras.
[11] A ideia é a de um
feto com alguma incapacidade ou invalidez congênita.
[12] Esta prática é
comum em comunidades pagãs, como entre as indígenas sul-americanas.
[13] A Ascendência do
Homem.
[14] A palavra de
baixo calão utilizada por Harris foi muita mais chula e depreciativa do que a
aqui utilizada pelo tradutor.
[15] Jamais um
psicólogo, ou um psiquiatra, afirmaria algo assim tão verdadeiro, simplesmente
por estarem embasados por um dos filhotes malditos diretos do ateísmo
evolucionista, que faz uso do modelo médico para lidar com as responsabilidades
morais daqueles que cometem crimes. A Psicologia, a Psiquiatria e a psicanálise
são concordantes com a Teoria da Evolução e com as consequências lógicas e
práticas do ateísmo, consequentemente, são totalmente opostas à Palavra de
DEUS.
[16] Quem envolve os
filhos com ateísmo somente poderá colher os frutos terríveis que ele produz.
Entre eles a morte e a destruição de si
mesmo e/ou de outros.
Um comentário:
Este tipo de pessoas são malignas , destes afasta-te. A humanidade está cada vez mais corrompida
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