O MESSIAS É NOSSO GRANDE SUMO SACERDOTE

 

O MESSIAS É NOSSO GRANDE SUMO SACERDOTE



“Porque todo o sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados; E possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados; pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. E por esta causa deve ele, tanto pelo povo, como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados. E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão”.   - Hebreus 5:1-4 [Veja também Hebreus 5:1-10; 6:13-20].

 

É verdade que Jesus é o nosso Salvador. É verdade que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (cf. Gálatas 3:13). Mas o Senhor Jesus Cristo é também o nosso Sumo Sacerdote - um sacerdócio prefigurado em muitos pormenores e detalhes no Antigo Testamento.

 

O sacerdócio de Aarão prefigura cristo de uma forma muito marcante. Na consagração de Arão, num ponto notável, Aarão distingue-se dos seus filhos. Juntos, Arão e os seus filhos foram lavados com água; e depois, separados dos seus filhos, após colocar as vestes sacerdotais em Arão, Moisés derramou o óleo da unção sobre a sua cabeça para o santificar. (veja Levítico 8:6-12)

 

Observamos que, quando Arão estava sozinho, sem a companhia dos seus filhos, era ungido antes da imolação dos sacrifícios (sem sangue); mas depois, mais tarde, juntamente com os seus filhos e na presença deles, a aspersão do sangue precedia a unção com óleo. (Estude Levítico 8:13-20 e 30)

 

Mas, por quê? Qual foi a razão pela qual Arão foi ungido com o óleo sem o sangue quando estava sozinho, e mais tarde, na presença dos seus filhos, foi ungido com o sangue que precedeu a unção com óleo?

 

Se estudarmos e dividirmos corretamente a Palavra da Verdade, a razão é evidente: Arão com os seus filhos prefigura a Igreja do Novo Testamento, o corpo de Cristo, como a família sacerdotal; mas Arão sem os seus filhos - sozinho - é claramente um tipo de Cristo. Assim, a unção de Arão sem o sangue estabelece a tremenda verdade de que seu grande antítipo era “inofensivo, imaculado, separado dos pecadores” e não precisava, portanto, da aspersão do sangue, visto que Ele era limpo, sem mancha ou defeito, santo diante de Deus.

 

Em um aspecto, Arão não poderia ser tão exato quanto o Messias (Cristo) que ele prefigurava. Lavado com água, ele era uma figura da pureza de Cristo, mas não podia, a não ser em seu ofício sacerdotal, prefigurar a dignidade divina pessoal do Senhor Jesus.

 

A carta de Paulo aos crentes Hebreus expõe a verdade divina a respeito do nosso grande Sumo Sacerdote. Na epístola, o sacerdócio do Senhor é o assunto principal e é muito significativo que, logo no início da epístola, o Espírito Santo chame a nossa atenção para a dignidade da Pessoa que é agora o nosso grande Sumo Sacerdote:

 

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. – Hebreus 1:1-4  

 

O Messias é Verdadeiramente Deus e Verdadeiramente Homem!

 

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. – Hebreus 1:1-4.

 

Deus falou nestes últimos dias por Seu filho a quem Ele nomeou Herdeiro de todas as coisas, por quem Deus Todo-Poderoso fez “os mundos” – e onde poderíamos encontrar adjetivos ou palavras suficientes para descrever a beleza, o esplendor e a glória dos “mundos”? (Quando a Bíblia fala de “mundos”, não está se referindo apenas à nossa Terra. A referência também se aplica aos milhões de estrelas, planetas e constelações através dos inumeráveis bilhões de milhas do espaço sideral).

 

O Filho por quem Deus falou manifestou o brilho da glória de Deus, a imagem expressa da Pessoa de Deus. Ele é Aquele que em todos os momentos está sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder. Ele mesmo purificou nossos pecados e agora está sentado nos lugares celestiais à direita d Deus Eterno. Ele foi feito muito melhor do que os anjos, Ele obteve um nome mais excelente do que eles, e em Seu nome todo joelho no céu, na terra e debaixo da terra se dobrará à glória de Deus. Este é o nosso grande Sumo Sacerdote.

 

Esta pessoa, nosso grande Sumo Sacerdote, é DEUS – mas Ele é homem! Verdadeiro Deus, verdadeiro homem. Portanto, quando anjos (ou Moisés, Josué, Arão ou Melquisedeque) são comparados a Ele, eles se desvanecem na insignificância e desaparecem como a névoa quase pela manhã quando o sol rompe. Eles se perdem em Sua alta, insuperável e eterna glória.

 

A maioria de nós pensa na OBRA do Senhor Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote – e, verdadeiramente, é proveitoso estudar e aprender tudo o que pudermos sobre seu ofício, o que Ele faz por nós como nosso grande Sumo Sacerdote; mas a primeira coisa que o Espírito Santo quer que reconheçamos é Sua Pessoa – a pessoa Dele que, como nosso Sumo Sacerdote, está agora diante de um Deus santo em nosso lugar. Suas qualificações, Sua habilidade e poder para executar o ofício como nosso grande Sumo Sacerdote dependem inteiramente do caráter de Sua pessoa. Quem era Ele? Quem é Ele agora?

 

Ele estava no princípio com Deus Pai. Ele estava no seio de Deus, Ele é o verdadeiro Deus. Mas Ele se fez carne, e nessa carne tabernaculou entre os homens. Se ele não fosse verdadeiramente Deus e ainda verdadeiramente homem, Ele não poderia ter feito propiciação pelos pecados dos descrentes. Não houvesse Ele sido verdadeiramente homem, assim como verdadeiro Deus, Ele não poderia, através de Sua morte, ter destruído aquele que tinha o poder da morte, o diabo. Ele se tornou em carne de homem; Ele recebeu Seu sangue de Deus.

 

Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. – Atos 20:28

Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos...  E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão. Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados. – Hebreus 2:9, 14-18

 

A PESSOA de Cristo dá segurança e garantia por Seu ofício, e assim o Espírito do Deus vivo dá segurança e conforto aos nossos corações ao revelar ao crente as glórias distintivas e as dignidades singulares da Pessoa que preenche o ofício de Sumo Sacerdote em nosso lugar diante de um Deus Santo e Justo.

 

O perigo e a letalidade do liberalismo e do modernismo é que muitos homens nos púlpitos hoje falam sobre o maravilhoso HOMEM, o Senhor Jesus. Eles dizem muitas coisas boas sobre Ele, mas O apunhalam pelas costas ao não irem além de Sua encarnação. Eles pregam que Ele foi um grande homem, um grande líder, um grande pregador, o fundador de uma grande religião. Mas Jesus não veio ao mundo para ser um grande professor ou governante, nem para fundar uma religião. Ele veio para dar Sua vida para que pobres pecadores merecedores do inferno pudessem ter vida: “Pela graça de Deus” Ele provou a morte por todos os homens!

 

 



 

Autor: Oliver B. Greene – CHRIST OUR SUFFICIENCY (CRISTO, Nossa Suficiência). Capítulo: Christ Our Advocate (CRISTO, Nosso Advogado). Livro Publicado em novembro, 1965. Estados Unidos da América. Reimpressões 1966, 1969, 1970.

 

Trecho traduzido e adaptado para esta publicação em agosto de 2024. Revisão 01, maio 2026. TODAS as citações Bíblicas são das seguintes versões: Almeida Corrigida e Fiel ao Texto Original da SBTB e King James Bible 1611 original em inglês. Todas as ênfases acrescentadas pelo autor, serão mantidas na tradução. Importante: Não aceite (per)versões que utilizam de crítica textual – mesmo se valendo do Texto Tradicional, a fim de impor a teologia, a doutrina e a interpretação particular do autor da versão ao texto das Sagradas Escrituras.

 

 


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