A LÂMPADA DO SENHOR

 

A LÂMPADA DO SENHOR

 


O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre. – Provérbios 20.27 (ACF)


The spirit of man is the candle[1] of the LORD, searching all the inward parts of the belly. – KJB 1611 

 

 

A natureza e a função da consciência humana

 

A alma do homem é o sopro do Criador. O sopro acendeu a inteligência no cérebro e infundiu vitalidade no coração. Fez mais do que isso. Tornou o homem um ser moral, capaz de virtude e responsável por seus atos. O sopro vitalizador do Senhor acendeu uma luz no homem — aqui chamada de “a vela, ou lâmpada, do Senhor”. Por meio dessa ‘luz’, o homem vê sua própria natureza interior, testemunha o processo de sua própria mente e observa os movimentos de seus afetos e vontade. A consciência ocupa um lugar de importância preeminente em nossa natureza.

 

1. Os cientistas dão uma definição de consciência, enquanto o uso popular sanciona outra, materialmente diferente.

 

No uso cotidiano, a palavra é usada para indicar toda a natureza moral do homem.

 

Quando um homem resiste à tentação, ele diz: “Minha consciência não me permite fazer isso’. A consciência inclui três coisas:

 

·         a percepção do certo e do errado;

·         o julgamento de uma ação específica como certa ou errada;

·         o sentimento de prazer ou remorso que se segue a uma ação certa ou errada.

 

O uso bíblico da palavra é o mesmo que o nosso uso comum na linguagem cotidiana. No uso das Escrituras, a consciência inclui a percepção, o julgamento ou discernimento e o sentimento. Consciência não é um termo do Antigo Testamento. E, curiosamente, a palavra nunca foi usada nos ensinamentos do Senhor Jesus. Porém, o uso de outras palavras a descrevem com clareza!

 

2. A palavra que Paulo usa para descrever a função da consciência é a palavra figurativa “testemunha”.

 

“Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;” – Romanos 2:15[2]

 

A consciência é uma testemunha que testifica na alma. Uma testemunha é alguém que testifica, alguém que relata claramente o que sabe sobre um assunto.

 

“A que fatos ou verdades a consciência dá testemunho? Ela testifica da existência de uma distinção fundamental entre o certo e o errado. Ela testifica que o certo deve ser feito e que o errado não deve ser feito. Ela condena o homem quando o errado foi feito. Seu testemunho se torna um freio às ações do homem.” (Jesse T. Whitley.)

 

Lidando com a questão espiritual do homem

 

O texto é um relato da alma, ou da parte racional do homem. A alma do homem é a lâmpada do DEUS Eterno e Verdadeiro, isto é, suas operações e a maneira como as realiza são semelhantes às de uma lâmpada, e ele é sustentado nelas espiritualmente por Jeová, assim como uma lâmpada o é fisicamente na natureza.

 

Numa lâmpada há quatro elementos:

 

1. Um recipiente.

2. Uma substância capaz de ser iluminada.

3. A necessidade de acendê-la.

4. Um suprimento constante de óleo para mantê-la acesa.

 

Esses detalhes são espiritualmente verdadeiros na alma do homem.

 

A Bíblia sempre usa “conhecer a DEUS” ou “conhecimento de DEUS” para expor o confronto do ser humano com a Verdade de Seu Evangelho: Mateus 13:11; Lucas 8:10; João 8:28 e 32: 17:3 e 26; Romanos 1:19; I Coríntios 2:12; Efésios 3:19; Colossenses 1:27; I João 4:2. A busca consciente de Deus é algo racional, que ocorre por iluminação na alma, não algo meramente emocional e superficial, mas abundantemente real e verdadeiro.

 

I. A ALMA TEM UM RECIPIENTE NO QUAL ESTÁ ENVOLVIDA E CONTIDA.

 

·         O corpo é o recipiente desta lâmpada de DEUS.

 

II. A ALMA, EMBORA CAPAZ DE RECEBER ILUMINAÇÃO DE DEUS, É EM SI MESMA ABSOLUTAMENTE ESCURA QUANDO NÃO HÁ VIDA ESPIRITUAL (NOVO NASCIMENTO).

 

·         Quando, por aquele grande e original pecado da queda, a luz que havia em nós se tornou escuridão, quão grande foi essa escuridão! Com a queda, essa gloriosa excelência e perfeição de nossa natureza, o discernimento espiritual pela fé, se perdeu, e nos tornamos como os animais.

 

III. CRISTO FOI ENVIADO PARA ACENDER UMA LUZ NA ALMA, PROVENDO REGENERÇÃO ESPIRITUAL.

 

·         “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo”. – João 1:9. Todo homem, judeu ou gentio.

 

·         Quando a luz de Jeová é acesa na alma do homem, atingindo sua consciência, e não é obscurecida pela sensualidade, ela conquista e triunfa sobre as trevas naturais que existem em nós.

 

·         Quando a luz divina é o agente na alma (razão, emoção, consciência, sentimentos), no momento em que encontra qualquer escuridão que impeça e obstrua suas operações, ela imediatamente recua e, por esse meio, nos adverte sobre ela; depois disso, ela nunca descansa até que a tenha expulsado ou a tenha conformado a si mesma.

 

IV. O ÓLEO ESPIRITUAL É NECESSÁRIO PARA MANTER A LUZ VIVA EM NOSSOS CORAÇÕES.

 

O Espírito Santo é o óleo divino que deve alimentar e nutrir nossas lâmpadas. Inferências para nossa orientação na fé e na prática:

 

1. Se o corpo é um vaso para conter a lâmpada celestial, quão poucos buscam “possuir este vaso em santificação e honra”? (I Tim. 4.4)

 

2. Se a alma é escura por natureza, o que acontece com aquele ídolo dos deístas, a “luz da natureza”? Ou os espíritos pagãos, que se apresentam como “iluminadores da alma”? (Meditação, Hipnose, Psicologia, Regressão, Psicotrópicos, Espiritualismo, Alucinógenos, etc).

 

3. Se Cristo é a única pessoa que pode iluminar nossas trevas, a Ele todos devem ir, pois é onde todo homem encontra “descanso para a alma” (Mateus 11:28-30).

 

4. Não cometamos o erro fatal de partir ao encontro do Noivo sem levar óleo em nossos vasos, com nossas lâmpadas, ou seja verdadeira salvação e não apenas alívio religioso.  (Mateus 25:8)

 

Alma human como o “nervo” do senso religioso

 

A alma humana é capaz de brilhar, foi construída para brilhar; mas não se acende até que seja acesa, pois é a vela do Senhor.

 

A alma do homem faz parte do que nós somos, nossa humanidade, o que nos torna diferente dos animais (razão, sentimentos, afeto, comunicação etc.) e é capaz de refletir “luz” quando atingido por uma “chama”. É uma capacidade especial que temos para sentir, apreciar e responder às coisas Divinas, algo inexistente nos animais.

 

O som afeta o ouvido; a luz, o olho; a alma é o nervo da sensação religiosa. O homem é um conjunto de adaptações que Deus estabeleceu. Algo que Freud, Jung  e seus discípulos até hoje jamais chegaram perto de entender e compreender. O senso religioso é a faculdade que todos os homens possuem e que lhes foi dada pelo Cristo, em graus variados, de apreciar as coisas religiosas e Divinas.

 

Não poderíamos ser santos sem o instinto ou senso religioso, mas esse instinto não garante nossa santidade ou a aproximação da Verdade de DEUS. Nisso não há diferença entre o instinto religioso e os outros instintos. O senso religioso faz parte da essência original de cada homem, que os move a investigar e buscar respostas. Mas esse senso, por si só, não é suficiente. Todos sabem e tem consciência que existe um Deus e são indesculpáveis (Rom. 1:19-22), porém o homem ímpio prefere antes cauterizar sua própria consciência e se esconder de DEUS, tendo a mesma atitude ateísta de Adão após a Queda (Gên. 3:10, I Timóteo 4:2).

 

A consciência em santidade oferece ao professor e ao pregador um ponto de partida. A facilidade com que as crianças podem ser abordadas em assuntos religiosos mostra que a religião é uma questão de instinto natural humano antes de ser uma questão de educação. Esse senso religioso inato é um argumento fácil para a existência de Deus entre os infantes, por isso os ateísta o odeiam. E é esta a razão pela qual Satanás levantou servos, doutrinas, teorias e práticas que desde cedo buscam afetar essa consciência e quebrantar a inocência infantil, levando-as para longe dessa consciência da Divindade (Mateus 18:6).

 

 

“A posse desse senso religioso nos coloca no caminho de uma busca, de um dever muito simples e prático, da necessidade de respostas. Se nos voltaremos ao caminho da verdade, sendo salvos e feitos santos ou não, dependerá principalmente de como lidamos com nossa consciência, e se a reprimimos e sufocamos, ou lhe damos a oportunidade de se desenvolver livremente em nossas almas. Cabe a cada um de nós tomar medidas firmes para trazer essa consciência religiosa à tona com maior força e brilho pleno à luza da Palavra de DEUS”. (C. H. Parkhurst)

 

A alma consciente do homem

 

Quando Deus completou a “casa da alma”, Ele a mobiliou generosamente com luzes gloriosas: intelecto, emoções, razão, sentimentos, afetos, desejos, capacidade de se comunicar, socialidade etc. O intelecto humano é uma das luzes brilhantes colocadas na “casa da alma” para alegrar e guiar os homens nesta vida terrena passageira. A luz da mente humana é inestimável. O homem dificilmente é um homem sem sua chama iluminadora. Sem ela, se desumaniza, se torna animalesco e plenamente vil. Há também a “luz guia” da consciência. E há a luz espiritual, cuja fonte é o Espírito Santo de DEUS atuando no ser humano, que caracteriza toda a humanidade, que leva a humanidade em todos os lugares a buscarem adorar, quer isso os constranja ou não, quer eles se submetam ou lutem em contrário à Sua mansa voz.

 

I. O HOMEM, UM SER CONSCIENTE

 

Diz-se somente do homem: “À imagem de Deus o criou” (Gên. 1:27). Isso destaca o homem como o maior ser da Terra, acima dos animais irracionais e sem alma. Todo homem sincero, inteligente e que investiga tem, em alguma medida, consciência de uma grandeza inerente advinda da criação. A personalidade consciente do ser humano é um poder único, concedido pelo Criador. No âmbito moral, todo homem é um “soberano” que concebe planos e executa propósitos de grande significado e consequências de longo alcance. A personalidade consciente do homem sobrevive ao choque da morte. O corpo dorme, a alma não! O homem é filho de Deus, como ser resgatado ou como criatura que lhe deve honra e louvor. Os filhos de Deus adotados ou resgatados, os salvos em Cristo, participam da natureza divina pois nasceram de novo. Isso os eleva a um plano infinitamente distante das criaturas perdidas que lhes são próximas na escala da existência. A verdadeira grandeza consiste na semelhança com Deus. Um homem bom é uma das maiores obras de Deus.

 

II. O HOMEM É DIVINAMENTE ILUMINADO.

 

1. A luz intelectual do homem vem de Deus.

 

·         Isso é verdadeiro, quer os homens reconheçam, quer não!

 

2. A luz da consciência vem de Deus.

 

·         É uma chama pura e clara que nos revela a natureza de nossos pensamentos e propósitos antes que se tornem ações.

 

 

3. A luz espiritual no homem vem de Deus.

 

·         Selvagens e civilizados, em todo o mundo, são levados pela consciência a adorar algum deus. Mesmo os que se proclamam ateus se fizeram deuses para si mesmos! A lâmpada que ilumina todos os homens que vêm ao mundo e os conduz à adoração verdadeira é, sem dúvida, de origem divina. Na adoração verdadeira, a alma presta sua homenagem filial a Deus, servindo consciente e livremente, debaixo da condução pacífica do Espírito Santo.

 

III. O HOMEM FOI ILUMINADO PARA UM PROPÓSITO DIVINO.

 

Deus criou todas as coisas para a Sua própria glória. Homens de grande capacidade intelectual são colocados por Deus em meio à escuridão moral do mundo, para que, com sua luz vinda do Criado, possam dissipar a noite mental de seus semelhantes. Grandes intelectos possuem um poder tremendo para o bem ou para o mal.

 

“O homem é como a vela acesa pelo Espírito de Deus, irradiando a glória da natureza de Deus e glorificada pelo fogo divino. Mas alguns homens são velas apagadas”. (D. Rhys Jenkins)

 

A luz da consciência

 

Victor Hugo disse:

 

“Em cada coração humano há uma luz acesa e, perto dela, um vento forte que procura extingui-la; essa luz é a consciência, esse vento é a superstição. A consciência é filha de Deus; a superstição, filha do diabo. A consciência ama e se alegra na luz; a superstição odeia a luz da mente e do espírito, porque suas obras são más.”

 

Conclusão

 

Deus deu a cada homem uma mente racional, uma alma consciente. Homens podem se tornar animalescos por vontade própria, cauterizando a alma, suas consciências, desumanizando-se. Essa é a vontade de Satanás e ele tem feito isso por meio de seus teóricos humanistas.

 

DEUS, em Sua misericórdia e amor, ilumina a alma humana de salvos e perdidos pelo seu próprio Espírito Santo, por meio do instrumento da consciência, de modo que o homem sabe distinguir o bem do mal, mesmo que eles façam escolhas rebeldes e desobedientes. A consciência, que dela brota, sonda os recônditos da própria alma. A maldade odeia a luz da mente e do espírito, porque as suas obras são más e ímpios preferem amar mais as trevas do que a luz. (João 3:19 e 7:7)

 


A alma do homem é como uma “lâmpada” ou uma “vela” acesa, que Deus acendeu em cada ser humano, que ilumina e revela tudo o que acontece, nos deixa conscientes e que nos permite fazer uso da razão que nos distingue dos animais irracionais. Ela é o sopro de vida que o Senhor nos deu.  (Gên. 2:7) Tudo que o homem mal deseja, escravizado pelo mundo, pela carne e pelo diabo é apagar essa luz e viver em trevas, longe de Seu Criador.

 

Lord Bacon refere a última parte deste versículo, “...que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre”. Provérbios 20:27, à busca inquisitiva da mente humana por todo tipo de coisa; pois, embora o sábio diga em Eclesiastes 3 que é impossível ao homem descobrir todas as obras de Deus, isso não diminui a capacidade da mente humana de pesquisar, estudar, investigar, analisar e perscrutar, mas que pode ser também atribuído aos impedimentos dos limites do conhecimento, tais  como:

 

·         a brevidade da vida,

·         as disputas entre os eruditos sobre o significado da vida

·         a vontade de unir-se ou não a determinados estudos e trabalhos;

·         a tradição (muitas vezes infiel e depravada) das ciências;

·         e muitos outros inconvenientes que cercam o estado atual da vida humana.

 

E, para que nenhuma parte do mundo seja negada à investigação ou invenção do homem, ele declara em outro lugar, onde diz: “O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre”.

 

John Gill, um dos nossos maiores teólogos batistas, afirmou:

 

“ A alma racional do homem é uma luz acesa nele; é o que comumente se chama de luz da natureza; era uma luz brilhante e intensa no início, mas pelo pecado tornou-se muito fraca; por meio dela, os homens têm apenas um vislumbre das coisas divinas, de Deus e de sua adoração, e do que Ele teria feito ou não feito; por essa luz, os homens apenas tateiam em busca d'Ele, se por sorte o encontrarem e conhecerem a Sua vontade; é como a luz de uma vela, na melhor das hipóteses, em comparação com a revelação divina, ou o Evangelho da graça de Deus, que brilhou como o sol em seu esplendor máximo; e especialmente em comparação com o sol da justiça, Cristo Jesus, e a luz do Espírito divino; contudo, esta é uma luz acesa pelo Senhor, uma lâmpada d'Ele; vem do Pai das luzes, Ele é o autor e mantenedor dela; é um espírito e entendimento que são inspirados pelo Todo-Poderoso ( veja Gênesis 2:7)...

 

...Ela é o “que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre.” ou coração, os pensamentos, as intenções, as emoções e propósitos dele. Estas são as coisas de um homem que somente o espírito do homem conhece; por esta vela, ou luz, ele pode olhar para dentro de seu próprio coração, os recessos mais íntimos dele, e refletir sobre seus pensamentos e planos, e julgar em certa medida se são certos ou errados; há uma consciência no homem, que, a menos que cauterizada, emite sentença sobre o que está no homem, ou o que ele faz, e ou desculpa ou acusa. (veja 1Co 2:10, Rm 2:14).

 

Atormentado pela pecado, a alma humana, sua consciência acusando-o, seu coração instigando-o, sua razão movendo em direção à respostas, só poderá encontrar descanso n’Aquele que entregou a Seu único Filho a fim de prover perdão, salvação e vida eterna. Não há outra resposta para o vazio existencial humano, senão em Jesus Cristo.

 

Leitor, não fuja como Adão, antes permita que sua alma seja afetada pela consciência iluminada pelo Espírito Santo de DEUS, buscando a resposta e descanso para todas as suas indagações. Saiba que as encontrará apenas em Cristo e em Sua mensagem de arrependimento e fé.

 

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. – Mateus 11:28-30 (ACF)

 

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, - Atos 3:19 (ACF)

 

Fevereiro, 2026. Versão 00. TODAS as citações Bíblicas são das seguintes versões: Almeida Corrigida e Fiel ao Texto Original da SBTB (a única que atualmente recomendamos na Língua Portuguesa) e King James Bible 1611 original em inglês (a única que recomendamos em Língua Inglesa). 



NOTAS

[1] Na KJB166 temos “candle” ou invés de “lâmpada” (ACF), da tradução do hebraico נִיר  [niyr], propriamente, significando brilhar; uma lâmpada (isto é, o queimador) ou luz (literal ou figurativamente), vela, lâmpada, luz.

 

[2] Na King James Bible 1611 a palavra grega συνειδησις (suneidesis) foi traduzida por “Witness” (testemunha).





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