A INVASÃO ISLÂMICA
Por Robert Morey
Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, - ref. Mateus 13:22 (ACF)
Parte Quatro – O Profeta do Islão
Capítulo 7, Maomé e Jesus Cristo
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a
verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. – João 14:6 (ACF)
Eis que te concedemos (ó Maomé) uma vitória
manifesta, para que Alá te perdoe os teus pecados, os passados e os futuros,
aperfeiçoe o Seu favor para contigo e te guie por um caminho reto. - Surata
48:1-2
Visto que o Islão afirma que Maomé e Jesus de Nazaré
eram ambos muçulmanos e ambos os profetas enviados por Alá, esses dois
poderosos profetas devem concordar em todos os pontos e jamais contradizer
um ao outro.
Afinal, se foi o mesmo Alá quem enviou ambos, é lógico
presumir que seus ministérios e suas mensagens não podem, em princípio,
contradizer-se. Caso contrário, Alá estaria contradizendo a si mesmo!
Isso, naturalmente, é aceito como um princípio de fé pelos
muçulmanos ortodoxos e não está aberto a questionamentos em suas mentes.
Entretanto, os ocidentais não podem aceitar gratuitamente uma
crença como essa sem antes comparar os ministérios e as mensagens desses
homens, para verificar se, de fato, eles estão em completo acordo.
Como fazer isso
Mas como isso deve ser feito? Todos concordam que a vida e os
ensinamentos de Maomé podem ser reconstruídos a partir do Alcorão. Mas e quanto
a Jesus de Nazaré?
Alguns muçulmanos tentam impedir qualquer tentativa de
comparar o Jesus Bíblico com o Maomé do Alcorão, alegando que a Bíblia está
irremediavelmente corrompida e que o Jesus do Novo Testamento não é o
verdadeiro Jesus.
Mas essa abordagem os coloca em problemas ainda maiores. Como o Alcorão usa o Novo Testamento para
obter informações sobre Jesus (como o Seu nascimento virginal), se os
Evangelhos são corruptos, então o Alcorão também é corrupto.
As tentativas modernas dos muçulmanos de limitar suas
informações sobre Jesus ao que o Alcorão diz sobre Ele acabam, mais uma vez, em
um raciocínio circular.
Em um debate amistoso com um estudante muçulmano, ocorreu a
seguinte conversa:
¾
Muçulmano: O Alcorão é verdadeiro em todas as coisas.
¾
Não muçulmano: Mas ele contradiz o Jesus bíblico.
¾
Muçulmano: Então a Bíblia está corrompida.
¾
Não muçulmano: Mas como você sabe que a Bíblia está “corrompida”?
Você tem alguma prova textual?
¾
Muçulmano: Não preciso de nenhuma prova textual
porque sei que a Bíblia está corrompida.
¾
Não muçulmano: Mas como você sabe disso?
¾
Muçulmano: O Alcorão é verdadeiro em todas as coisas.
Uma Abordagem Diferente
Talvez a melhor maneira de lidar com essa questão seja deixar
de lado, a priori, as pressuposições sobre a inspiração da Bíblia
ou do Alcorão e simplesmente comparar a Bíblia e o Alcorão como dois documentos
literários.
Essa abordagem literária nos ajudará a permanecer objetivos ao
comparar a vida de Jesus com a vida de Maomé.
Somente os Documentos Fundadores
Nesta comparação literária, restringiremos nosso estudo aos
documentos literários fundadores de cada religião.
A vida de Maomé será extraída somente do Alcorão, assim
como a vida de Jesus será extraída somente do Novo Testamento. Isso
manterá as coisas honestas e justas.
Não utilizaremos nenhuma das lendas muçulmanas posteriores que
procuram elevar a vida de Maomé acima da mediocridade e acrescentar elementos
miraculosos.
Devido às limitações deste livro, podemos apresentar apenas um
breve levantamento de algumas das comparações entre Maomé e Jesus.
Aqueles leitores que desejarem estudar essa questão em
profundidade devem consultar o livro de Alfred Guillaume, The Traditions of
Islam (As Tradições do Islão), que é o tratamento mais completo que
conhecemos sobre o assunto.
Profecia
Primeiramente, o nascimento, a vida, a morte e a ressurreição
de Jesus foram claramente profetizados no Antigo Testamento, de acordo com o
Novo Testamento.
Vários exemplos serão suficientes. Miqueias 5:2 nos dá até
mesmo o nome da cidade na qual o Messias nasceria.
No dia em que Cristo morreu, nada menos que 33 profecias do
Antigo Testamento foram cumpridas.
A vinda de Cristo foi precedida pela pregação de João Batista,
no espírito e no poder de Elias, de acordo com as profecias de Isaías 40 e
Malaquias 4.
Isso está em forte contraste com a vinda de Maomé, que não
foi predita por adivinhos pagãos, profetas do Antigo Testamento ou apóstolos do
Novo Testamento.
O fato de que esse ponto é muito bem comprovado fica evidente
pelos extremos a que alguns muçulmanos chegarão ao tentar fabricar algumas
profecias bíblicas para a vinda de Maomé.
Algumas dessas alegações são tão extravagantes que basta
mencioná-las para refutá-las.
Por exemplo, um muçulmano negro americano tentou me convencer
de que a palavra “amém” na Bíblia, na verdade, significava “Ahmend”,
isto é, Maomé!!!
A tentativa vã de alguns muçulmanos modernos de afirmar que,
quando Jesus predisse a vinda de um Consolador em João capítulos 14, 15
e 16, Ele estava se referindo a Maomé, cai por terra quando se lê João 14:26,
onde o Consolador é especificamente identificado como o Espírito Santo,
que o Pai enviará em nome de Jesus Cristo.
Outras passagens bíblicas têm sido citadas por apologistas
muçulmanos de tempos em tempos, sem qualquer preocupação com o idioma original
ou com o contexto do texto. Essas alegações já foram respondidas de maneira
competente por estudiosos ocidentais[1].
Maomé nunca afirmou ser o Espírito Santo que viria em nome de
Jesus Cristo. Assim, constatamos que, enquanto a vinda de Cristo foi precedida
por numerosas profecias, a vinda de Maomé não foi predita por ninguém.
Nascimentos
O nascimento de Jesus Cristo foi milagroso, pois Ele foi
concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria.
O Alcorão e o islamismo ortodoxo aceitam plenamente o
nascimento virginal de Jesus. Somente nos tempos modernos encontramos alguns
pequenos grupos “muçulmanos heréticos” que negam e ridicularizam a doutrina do
nascimento virginal de Jesus.
Eles fazem isso como uma reação ao fato de que não houve nada
de milagroso ou sobrenatural no nascimento de Maomé. Ele foi o produto natural
da união sexual entre seu pai e sua mãe.
Ausência de Pecado
De acordo com o Novo Testamento, Jesus Cristo viveu uma vida
perfeita e sem pecado (2 Coríntios 5:21).
Quando Seus inimigos vieram acusar Jesus diante de Pilatos e
de Herodes, tiveram de inventar acusações, porque ninguém conseguia encontrar
qualquer falta n'Ele.
Mas, quando voltamos nossa atenção para a vida de Maomé,
descobrimos que ele era um ser humano comum, envolvido nos mesmos pecados que
afligem todos nós. Ele mentiu; enganou; cobiçou; deixou de cumprir sua palavra
etc. Ele não era perfeito nem sem pecado.
Um Maomé Pecador?
Depois de eu ter ministrado uma palestra sobre o islamismo na
Universidade do Texas (Austin), em 1991, fui desafiado por alguns estudantes
muçulmanos a provar que Maomé era um pecador.
Minha primeira resposta foi destacar que o ônus da prova não
estava sobre mim, mas sobre eles. Então perguntei: “Onde, no Alcorão, está
declarado que Maomé era sem pecado?”
Eles não conseguiram indicar uma única passagem em que tal
ideia fosse sequer sugerida, muito menos ensinada.
Então exigiram que eu mostrasse, a partir do Alcorão, onde
Maomé era descrito como pecador. Respondi ao desafio citando diversas passagens
do Alcorão que revelam claramente a qualquer leitor honesto que Maomé era um
pecador.
O Maomé do Alcorão
Na Surata 18:110, e em outras passagens, Alá ordena a Maomé:
“Diga: Eu sou apenas um homem como vós.”
Em nenhum lugar do Alcorão Maomé é declarado sem pecado. Pelo contrário, Alá diz a Maomé que ele
não é diferente de qualquer outro homem.
Aqueles muçulmanos que afirmam que Maomé era sem pecado
deixaram de observar a Surata 40:55, onde Alá ordena a Maomé que se
arrependa de seus pecados.
Muhammed Pickthall traduz a Surata 40:55 da seguinte
maneira:
“Pede perdão pelo teu pecado.”
A única maneira de escapar do significado dessa passagem seria
afirmar que Alá estava errado ao pedir que Maomé buscasse perdão, uma vez que
ele não teria nada a ser perdoado.
A tradução de Pickthall para a Surata 48:1-2 diz:
“Eis que te concedemos (ó Maomé) uma
vitória manifesta, para que Alá te perdoe os teus pecados, os passados e os
futuros, aperfeiçoe o Seu favor para contigo e te guie por um caminho reto.”
Assim, Maomé não apenas foi ordenado a arrepender-se de seus
pecados e a buscar perdão, mas também foi lembrado de pecados passados que
Alá já havia perdoado e de pecados futuros que ainda necessitariam de
perdão.
Segundo o Alcorão, Maomé não era sem pecado. Ele era apenas
mais um pecador necessitado de perdão e redenção.
Milagres
Durante Sua vida, Jesus realizou muitos grandes e poderosos
milagres. Curou os enfermos, ressuscitou os mortos, expulsou demônios e até
exerceu domínio sobre o vento e as ondas.
Mas, de acordo com o Alcorão, em dezenas de passagens, como na
Surata 17:91–95, Maomé nunca realizou um único milagre.
O único sinal para o qual Maomé podia apontar era a existência
de suas revelações — as Suratas que compõem o Alcorão (Surata 29:47–51).
Alfred Guillaume observa:
“A controvérsia com os cristãos acerca dos
méritos comparativos de Jesus e Maomé pode, com justiça, ser considerada a
origem dos supostos milagres, contradizendo frontalmente a clara afirmação do
grande árabe e de muitos de seus seguidores imediatos de que ele não foi
enviado com poder para realizar milagres.
Se o objetivo daqueles que inventaram essas
histórias era elevar seu profeta a uma posição igual à ocupada por Jesus na
estima de Seus seguidores, ou fornecer a si mesmos e a seus discípulos um
mensageiro de Deus que satisfizesse o anseio natural do coração humano por uma
manifestação visível do poder divino, não é nosso propósito determinar.
Há boas razões para acreditar que se
recorreu deliberadamente à imitação pelos motivos já apresentados, e porque os ashabu-l-hadith
não se limitaram a atribuir ao seu profeta as obras de Cristo. As palavras de
Cristo e as de seus apóstolos foram livremente utilizadas e colocadas na boca
de Maomé.”[2]
Maomé não realizou milagres. Ele não curou enfermos, não ressuscitou mortos, não expulsou
demônios, nem dominou o vento e as ondas. Ele não possuía mais poder do que
qualquer homem comum.
Ali Dashti comenta:
“Os muçulmanos, assim como outros, têm
desconsiderado os fatos históricos. Têm continuamente procurado transformar
esse homem [Maomé] em um ser humano imaginariamente sobre-humano, uma espécie
de Deus em forma humana, e geralmente têm ignorado as abundantes evidências de
sua humanidade. Têm estado prontos a apresentar essas fantasias como milagres.[3]
Muitos iranianos foram criados em meio a
uma tradição de mitos e estão prontos para acreditar que qualquer emamzada
(descendente de um imã), independentemente de sua linhagem, pode, a qualquer
momento, realizar um milagre. Mas, se eles lessem o Alcorão, ficariam surpresos
ao descobrir que nele não há relato algum de um milagre realizado por Maomé.
Eles aprenderiam, a partir de vinte ou mais
passagens do Alcorão, que sempre que o profeta Maomé era desafiado por
incrédulos a realizar um milagre, ele permanecia em silêncio ou dizia que não o
faria porque era um ser humano como qualquer outro, cuja única função era
comunicar a mensagem, sendo um “anunciador de boas novas e atalaia.”[4]
O Amor de Deus
De acordo com o Novo Testamento, Jesus pregou o amor de
Deus e foi o maior exemplo desse amor:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira
que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna.”
(João 3:16)
Em contraste, não temos qualquer registro no Alcorão de
Maomé pregando o amor de Deus.
Na verdade, nem o amor de Deus pelo homem nem o amor do homem
por Deus desempenham qualquer papel significativo na pregação de Maomé, no
Alcorão ou na religião do Islão.
Enquanto o cristianismo pode apontar a vinda de Cristo como a
maior prova e exemplo de que Deus ama a humanidade, o Islão não pode apontar
nada que revele o amor de Deus.
Natureza Humana e Divina
De acordo com o Novo Testamento, Jesus Cristo era único, pois
era divino e humano. É por isso que Jesus é chamado de “Deus” em João 1:1,18;
20:28; Atos 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; Hebreus 1:8, 10; 2 Pedro 1:1, etc.
Quando nos voltamos para Maomé, descobrimos que ele era apenas
um homem.
Sobre a Beleza da Fala
Quando você estuda os discursos de Jesus, conforme
apresentados nos Evangelhos, por exemplo, o Sermão da Montanha, você descobre
que Jesus foi o maior orador que já existiu
Até mesmo Seus inimigos tiveram que confessar que nenhum homem
jamais falou como Ele falou. [ref. João 7:46]
Mas quando você se volta para os discursos extáticos e
confusos de Maomé, encontrados no Alcorão, você não encontra nada de
excepcional. Não há nada que se compare à beleza, substância ou estilo da
maneira como Jesus pregou o evangelho durante Sua vida.
Um Alto Exemplo Moral
A maneira como Jesus viveu e como Ele estava disposto a morrer
pelos pecadores nos deu um alto exemplo moral a seguir.
Mas quando você se volta para o exemplo de Maomé, envolvido em
muitos atos que devem ser considerados imbecis, você não encontra um alto
exemplo moral; você o encontra moral e injusto.
Matar ou Roubar
Jesus nunca matou ou roubou ninguém. Se o tivesse feito, isso
certamente teria sido mencionado durante seu julgamento.
Quando nos voltamos para a vida de Maomé, descobrimos que ele
claramente matou e roubou pessoas em nome de Alá, de acordo com o Alcorão.
Coerção
Jesus nunca usou violência física para forçar as pessoas a
acreditarem em sua mensagem ou a aceitá-lo como o Messias.
Na verdade, quando Pedro sacou sua espada, Jesus lhe disse
para colocá-la de volta na bainha, que a persuasão física por meio da violência
não era o caminho de seu reino (Mateus 26:51-54).
Mas quando nos voltamos para o exemplo de Maomé, descobrimos
que ele frequentemente usava violência física para forçar as pessoas a
abandonarem seus ídolos e a aceitarem o Islão.
Ordenando que os Discípulos Matem
Jesus nunca instruiu Seus seguidores por meio de mandamento,
exemplo ou preceito a matar em Seu nome, roubar em Seu nome ou subjugar
inimigos em Seu nome.
Mas Maomé sim! Ele ensinou a seus discípulos por exemplo,
mandamento e preceito que eles podiam e deviam matar e roubar em nome de Alá e
forçar as pessoas a se submeterem ao Islão.
Sobre Tomar a Esposa de Outro Homem
Jesus não tomou a esposa de nenhum homem para ser sua própria
esposa.
Mas Maomé fez isso! Este
é um dos aspectos mais angustiantes da vida de Maomé.
O filho adotivo de Maomé, Zaid, havia se casado com uma linda
jovem por quem era profundamente apaixonado.
Então, um dia, de acordo com as primeiras tradições
muçulmanas, Maomé viu a esposa de Zaid sem o véu. Sua beleza era tamanha que
ele a desejou.
Ele pediu a Zaid que se divorciasse de sua esposa e a
entregasse a ele. Mas Zaid e sua esposa recusaram um pedido tão ultrajante.
Diante da recusa de Zaid e sua esposa em dissolver seu
casamento, Maomé teve uma revelação “conveniente” de Alá, que não apenas
ordenou a Zaid que entregasse sua esposa a Maomé, mas também decretou que não
havia mal algum em um sogro levar sua nora para longe de seu próprio filho
adotivo!
Zaid e sua esposa foram informados de que não tinham escolha.
Eles tinham que se submeter à vontade de Alá
Não é lícito a nenhum crente, homem ou
mulher, quando Deus e Seu Mensageiro decretaram uma questão, ter escolha sobre
o assunto. Quem desobedece a Deus e ao Seu Mensageiro se extraviou em erro
manifesto. Quando disseste àquele a quem Deus abençoou e a quem favoreceste: “Conserve
tua esposa para ti e tema a Deus”, e ocultavas em ti mesmo o que Deus deveria
revelar, temendo outros homens; e Deus tem mais direito de te temer. Então,
quando Zaid cumpriu o que queria dela, Nós a demos em casamento a ti, para que
não haja falta alguma entre os crentes, em relação às esposas de seus filhos
adotivos, quando eles cumprirem o que eles quisessem deles; e o mandamento de
Alá deve ser cumprido. Não há falta no profeta, no que diz respeito ao que Alá
ordenou para ele (Sura 33:36-38).
Não é de admirar que esta passagem do Alcorão tenha levado
muitos muçulmanos a renunciar ao Islão.
Noivas Crianças
Jesus nunca foi um pedófilo ou alguém que se envolveu
sexualmente com crianças pequenas.
Mas esta é a única descrição que se pode dar do casamento de
Maomé com uma menina de oito anos que ainda brincava com suas bonecas, de
acordo com o Hadith.
Alimentos Impuros
Jesus libertou seus seguidores de todas as leis dietéticas
judaicas e, ao fazer isso, tornou todos os alimentos puros (Marcos 7:14-23).
Maomé, por outro lado, manteve as leis dietéticas de sua época
e, portanto, seus seguidores são proibidos de comer carne de porco ou beber
vinho.
Sobre Morrer Pelos Outros
Quando Jesus Cristo morreu, Ele morreu pelos pecados de Seu
povo para libertá-los da ira de Deus (1 Coríntios 15:3,4).
Mas quando Maomé morreu, Ele morreu por seus próprios pecados.
Ele não morreu por ninguém.
Ressurreição
Jesus não permaneceu morto. Ele venceu o pecado, o inferno e a
sepultura, e ressuscitou fisicamente no terceiro dia no mesmo corpo que esteve
pendurado na cruz, glorificado. Assim como Ele morreu pelos nossos pecados, Ele
ressuscitou de acordo com as Escrituras para a nossa justificação (Romanos
4:25).
Mas quando Maomé morreu, ele permaneceu morto. Ele não
ressuscitou dos mortos. Maomé está morto enquanto Jesus Cristo está vivo.
Ascensão
Jesus ascendeu corporalmente ao céu. Isso foi testemunhado
pelos discípulos em Atos 1:9-11.
Mas Maomé não ascendeu ao céu. O Alcorão nunca afirma que ele
ascendeu.
Intercessão Celestial
Jesus agora está no céu como nosso intercessor e Salvador, o
único mediador entre Deus e o homem (1 Timóteo 2:5).
Mas Maomé não é um intercessor ou um salvador. Na verdade, o
Alcorão afirma que não há intercessor ou salvador (Sura 6:51,70;10:3). Você tem
que se salvar.
Adoração
No Novo Testamento, Jesus foi adorado como um Salvador vivo
(João 20:28).
Mas o Alcorão nunca fala em adorar Maomé. Isso seria blasfêmia!
Os muçulmanos admitem que Maomé não deve ser adorado por
ninguém porque ele era apenas um homem.
Relacionamento Pessoal
De acordo com o Novo Testamento, as pessoas podem ter um
relacionamento pessoal com Jesus Cristo quando Ele entra em seus corações
através de Seu Espírito na conversão. É por isso que os cristãos falam sobre
seu amor por Jesus.
Por outro lado, o que um muçulmano diz de Maomé em termos de
amá-lo? Não há relacionamento pessoal possível com Maomé. Ele está morto!
Retornando à Terra
Jesus retornará para ressuscitar e julgar todos os homens.
Mesmo os muçulmanos ortodoxos costumam admitir que isso é claramente verdade.
Mas, ao mesmo tempo, deve-se afirmar que não há nenhum
ensinamento no Alcorão que diga que Maomé retornará um dia ou que ele
ressuscitará ou julgará alguém.
Em Busca do Maomé Histórico
Agora, certamente, os estudiosos ocidentais estão
perfeitamente cientes do fato de que, em conflitos posteriores entre muçulmanos
e cristãos, houve muçulmanos que tentaram renovar a vida de Maomé para que ela
correspondesse mais de perto à vida de Jesus Cristo.
De acordo com Ali Dashti, essas histórias são “um exemplo de
criação de mitos e fabricação de história pelos muçulmanos”.[5]
Essas lendas posteriores afirmam que previsões foram feitas
para a vinda de Maomé, adicionam um elemento sobrenatural ao seu nascimento, o
descrevem fazendo milagres e afirmam que ele era sem pecado e perfeito e que
ascendeu ao céu. Mas essas afirmações não são encontradas no Alcorão ou nas
primeiras tradições muçulmanas.
Como todas as obras de referência padrão apontam, são
invenções posteriores feitas por muçulmanos envergonhados que se depararam com
o fato bastante óbvio de que Maomé era inferior a Jesus Cristo. Isso os levou a
remodelar a vida de Maomé para que se assemelhasse à vida e aos milagres de
Jesus. Como observa o Professor Guillaume:
Teólogos muçulmanos... também tomaram
emprestado eventos da vida de Jesus, atribuindo-os ao seu profeta.[6]
Os apologistas de Maomé não podiam se dar
ao luxo de permitir que seu apóstolo trabalhasse sob a desvantagem aparente
quando sua vida cotidiana era comparada com as obras poderosas de Cristo... O
fato curioso e interessante é que a imagem posterior de Maomé se aproxima... a de
Jesus dos Evangelhos.[7]
Um Paralelo Hindu
Somos lembrados dos seguidores de Krishna na Índia que, em
resposta ao ensinamento cristão de que Jesus morreu na cruz por nossos pecados,
responderam imediatamente: “Bem, então Krishna também deve ter morrido em uma
cruz por nossos pecados.”
Essa invenção não durou muito, pois foi revelado que em todas
as fontes literárias referentes a Krishna, nenhuma morte ou crucificação desse
tipo foi mencionada até que os seguidores de Krishna tivessem se envolvido em
debates com os cristãos
Da mesma forma, o material lendário muçulmano referente aos
milagres de Maomé data de depois de debates acalorados entre cristãos e
muçulmanos.
Esses mitos e lendas foram criados em resposta ao desafio de
que Jesus Cristo era obviamente superior a Maomé.
Conclusão
Qualquer pessoa que examine racionalmente as diferenças entre
o Jesus bíblico e o Maomé do Alcorão deve chegar à conclusão de que Jesus e
Maomé não representavam o mesmo Deus. Eles não viveram nem pregaram da
mesma forma. Em todas as questões essenciais, eles eram polos opostos.
Fonte:
Morey, R. The Islamic Invasion – Confronting the World’s Fastest Growing
Religion (A Invasão Islâmica – Confrontando a Religião de Mais Rápido
Crescimento do Mundo), Harvest House Publishers. 1992. Revisão 00 em agosto 2026, ênfases
acrescentadas. TODAS as citações Bíblicas são das seguintes versões: Almeida
Corrigida e Fiel ao Texto Original da SBTB (a única que atualmente recomendamos
na Língua Portuguesa) e King James Bible 1611 original em inglês (a única que
recomendamos em Língua Inglesa). Todas as ênfases acrescentadas pelo autor,
serão mantidas na tradução.
Notas
[1] Os muçulmanos
têm citado passagens como Gênesis 49:10; Deuteronômio 18:15–18; 32:21; 33:2;
Salmos 45 e 149; Isaías 21:7, entre outras. Para respostas ocidentais
detalhadas a essas alegações, veja C. Pfander, The Balance of Truth
(Londres: The Religious Tract Society, 1910), pp. 228 e seguintes, 252 e
seguintes. John Gilchrist, Is Muhammed Foretold in
the Bible? (Benoni, África do Sul: Jesus to the Muslims, 1987). Veja também o
artigo de Percy Smith, “Did Jesus Foretell Ahmed?” (Jesus Predisse
Ahmed?), publicado em Muslim World, vol. 12 (1922), pp. 71 e seguintes.
[2] Guillaume, The Traditions of Islam (London: Clarendon
Press, 1924), p. 138.
[3] Ali Dashti, 23
Years, p. 1.
[4] Ibid., p. 38.
[5] Ibid., p. 3.
[6] Guillaume, Traditions,
p. 133.
[7] Ibid., pp.
134–135.
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