O ARCANJO MIGUEL “JESUS” FOI REVERENCIADO NO CÉU?
E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
II Pedro 2:1-3 (ACF)
Introdução
O
que você pensaria se lesse esse roteiro abaixo, como a descrição feita para um
próximo filme de heróis a ser lançado?
“O grande Odin convocou as hostes Asgardianas,
para na presença de todos os deuses conferir honra especial a seu
filho Thor. Thor estava assentado no trono com o Odin, e a multidão de deuses
reunida ao redor d'Eles. Odin então fez saber que por Sua própria decisão Thor,
seu filho, devia ser considerado igual a Ele, assim que em
qualquer lugar que estivesse presente Thor, isto valeria pela Sua própria
presença. A palavra de Thor devia ser obedecida tão prontamente como
a palavra do próprio Odin. Thor foi por Ele investido com autoridade para
comandar os deuses em Asgard. Especialmente devia Thor trabalhar em
união com Ele na projetada criação de outros planetas e de cada ser vivente que
devia existir sobre ela. Thor levaria a cabo a vontade de Odin e seus
propósitos, mas nada faria por si mesmo. A vontade de Odin seria realizada em
Thor... Loki, porém, o outro
filho de Odin estava invejoso e enciumado de Thor... Odin pensou em si mesmo como favorito entre
os deuses de Asgard.”
E
se fosse dito a você que há uma seita cuja teologia é cópia deliberada e
descarada de mitologias como essa, você acreditaria?
Sim,
na seita Adventista do Sétimo Dia a pseudo profetisa da seita descreve a
reunião de um conselho no céu tal qual uma assembleia dos deuses, onde o
Arcanjo Miguel, que ela chama de Filho e Cristo, sendo revestido de autoridade
por Deus.
O
texto abaixo é o texto real descrito pela Sra. White, que sofria de epilepsia e
suas crises epiléticas eram tidas por seus correligionários como sinal de que
ela estava recebendo novas revelações inspiradas:
“O grande Criador convocou as hostes
celestiais, para na presença de todos os anjos conferir honra especial
a Seu Filho. O Filho estava assentado no trono com o Pai, e a multidão
celestial de santos anjos reunida ao redor d'Eles. O Pai então fez saber que por
Sua própria decisão Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele,
assim que em qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria
pela Sua própria presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão
prontamente como a palavra do Pai. Seu Filho foi por Ele
investido com autoridade para comandar as hostes celestiais.
Especialmente devia Seu Filho trabalhar em união com Ele na projetada criação
da Terra e de cada ser vivente que devia existir sobre ela. O Filho levaria a
cabo Sua vontade e Seus propósitos, mas nada faria por Si mesmo. A vontade do
Pai seria realizada nEle... Lúcifer
estava invejoso e enciumado de Jesus Cristo... Lúcifer pensou em si mesmo como favorito entre os anjos no
Céu. “ (Ellen G. White, The Story of Redemption, cap. 1, “The Fall of
Lucifer”, p. 13-14, e também aparece em formulação muito semelhante em The
Spirit of Prophecy, vol. 1, p. 17. Ênfases
acrescentadas.)
É
importante notar que a Sra White e os fundadores da seita sabatista, não criam na
Trindade e eram adeptos do Unitarianismo. Por isso em sua teologia copiada de
diversas mitologias, Deus precisou inferir autoridade ao Arcanjo Miguel, que
ela chama de Cristo e Filho de DEUS.
Note
que a ele foi “conferida autoridade” e que ele “deveria ser considerado igual a
Deus”, mesmo não sendo e que sua presença e vontade “valeria a sua própria
presença e como a Palavra do Pai”, sendo que ele foi posto apenas no comando
das hostes celestiais. De onde será que estes absurdos foram plagiados? Vejamos,
a seguir resumidamente, algumas fontes interessantemente semelhantes.
1. Semelhança com a Mitologia Grega
Na
mitologia grega encontramos a assembleia divina. Na Ilíada,
Homero apresenta os deuses reunidos no grande salão de Zeus no Olimpo. Zeus
ocupa a posição central de autoridade, enquanto os demais deuses participam das
decisões e disputas.
O
comentário clássico de Thomas D. Seymour identifica explicitamente o início do
Livro IV como o “Council of the Gods”, realizado no salão de Zeus. O
delírio da Sra. White é exatamente semelhante a tais considerações de um
assembleia divina.
Em
Hesíodo, por exemplo, temos: o conflito entre Urano, Cronos e Zeus. Nesta
descrição mitológica Cronos recebe o poder de seu pai e posteriormente Zeus
assume a soberania divina. A Teogonia descreve vários conflitos familiares,
sucessão e disputa pelo governo do cosmos, muito semelhantes aos descritos pela
Sra White entre a inveja de Lúcifer com o Arcanjo Miguel.
2.
Semelhança com a Mitologia Romana
Ovídio,
em seu Metamorfoses, Livro I, descreve Júpiter decidindo destruir a
humanidade por causa da corrupção dos homens. Júpiter convoca os deuses para um
conselho. O texto descreve Júpiter convocando sua assembleia divina em sua
morada celestial.
3.
Semelhança com a Mitologia Nórdica
Na
tradição nórdica, segundo a Edda em prosa de Snorri Sturluson, Odin não aparece
sozinho, ele participa de uma assembleia de deuses. A Völuspá apresenta
os poderes/deuses reunindo-se para deliberar em “thrones of fate” (tronos do
destino). A tradição nórdica, portanto, também conhece o motivo de uma assembleia
divina deliberativa.
5.
Semelhança com a Mitologia Babilônica
O
Enūma Eliš, o grande épico babilônico da criação, possui um elemento que
merece comparações com os ensinos adventistas. Houve uma assembleia divina, o
estabelecimento da supremacia de uma divindade, e a organização do cosmos.
O
poema descreve Marduk tornando-se rei dos deuses depois de derrotar Tiamat. A
obra dedica grande atenção à sua supremacia e aos seus cinquenta nomes. Nele os
deuses primordiais entram
em conflito,
e é quando escolhe a escolha e elevação de Marduk à supremacia
dos deuses para que ocorra a organização
do cosmos.
A
estrutura á muito semelhante ao fio da narrativa da Sra. White.
6.
Semelhança com a Mitologia Mórmon
A
página oficial da Igreja afirma que num conselho pré-mortal Elohim apresentou
seu plano e que Jesus Mórmon realizou a Criação sob a direção do Pai. Para os
mórmons, antes do nascimento terrestre, os seres humanos existem como filhos
espirituais de Deus e participam de um conselho celestial. A Igreja Mórmon
descreve e defende essa existência pré-mortal afirmando que Jesus Mórmon foi
escolhido como Salvador em detrimento do oferecimento de Lúcifer, seu irmão
invejoso que se rebelou.
No Livro de Abraão, parte da Pérola
de Grande Valor, há a descrição de uma cena em que seres divinos deliberam
sobre a criação. Em Abraão 3:24–25 é descrita uma existência anterior à Terra, seres
espirituais reunidos em conselho, a deliberação ou decisão sobre a criação da Terra e o
propósito para a existência terrestre. Vejamos um quadro comparativo das
explicitas similaridades:
|
Tema |
Ellen
White |
Joseph
Smith |
|
Existência
celestial antes da Terra mas ausência da Trindade Eterna e Autoexistente |
Sim |
Sim |
|
Pai
Celestial Único |
Sim |
Sim |
|
Filho
separado do Pai |
Arcanjo
Miguel “Cristo” |
Jesus
Cristo “Mórmon” |
|
Filho
associado ao Pai, mas não Um com Ele |
Sim |
Sim |
|
Conselho
celestial para deliberações |
Sim |
Sim |
|
Autoridade
do Filho |
Recebida
do Pai |
Recebida
do Pai |
|
Filho
participa da criação como representante do Pai |
Sim |
Sim |
|
Pai
dirige, mas Filho não tem natureza divina eterna |
Sim |
Sim |
|
Terra
“criada” e organizada pelo Filho mas o Poder é do Pai |
Sim |
Sim |
|
Seres
espirituais antes da Criação da Terra |
Anjos |
Filhos
espirituais |
|
Conselho
pré-mortal, ajudando Deus a decidir |
Hostes
angelicais |
Filhos
espirituais |
|
Pluralidade
de agentes divinos |
Pai
autorizando Filho |
“Deuses” |
Conclusão
Façamos
uma avalição literária, como o fizemos na introdução. Vamos retirar os títulos “Pai”,
“Cristo”, “Lúcifer” e “anjos”. Como a estrutura narrativa poderia ser descrita,
se a fizermos de modo generalizado e direto?
“O soberano supremo convoca uma assembleia
celestial (ou deuses). Nela o soberano apresenta publicamente seu Filho dele
gerado (uma criatura) como seu representante pleno no Universo. Este Filho
recebe a autoridade equivalente à do Pai, recebe comando das hostes celestiais
e passa a ser o agente através do qual a vontade do Pai é executada na criação e
intervenção no Universo. No entanto, entre os deuses á outro Filho do soberano
que se enche de fúria e inveja por acreditar merecer ser o representante
escolhido. Neste momento se inicia uma crise no Universo.”
A
mensagem adventista, se pregada a qualquer pessoa de mentalidade pagã,
produziria apenas concordância em razão de suas similaridades. Diferentemente
da Bíblia, que apresenta um DEUS Soberano e Triúno, que jamais precisou
convocar os anjos para deliberar sobre a Criação, uma vez que os anjos não
existiam na eternidade com DEUS. Seu Filho, a Segunda Pessoa da Divindade, não
é um arcanjo, mas o próprio DEUS, autoexistente e eterno.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” – João 1:1-3, 14 (ACF)
“Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade
vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” – João 8:58 (ACF)
“De sorte que haja em vós o mesmo
sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não
teve por usurpação ser igual a Deus,” – Filipenses 2:5-6 (ACF)
“Porque nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade;” - Colossenses 2:9 (ACF)
Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o
fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. –
Apocalipse 1:8 (ACF)
E, sem dúvida alguma, grande é o mistério
da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos
anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória. – I Timóteo
3:16 (ACF)
Agosto,
2026. Versão 00.
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