É Necessária Uma Liderança Eclesiástica
Corajosa
Vivemos
em um tempo de dificuldades internas para as igrejas locais que pretendem ser
fiéis. Líderes confundem comunhão com transigência e firme fidelidade com falta
de amor. Por isso muitos líderes permanecem desatentos e sem vigilância
espiritual contra igrejas que já caíram no erro do neoevangelicalismo com todas
as suas nuances: músicas, ausência de modéstia, pecados públicos sem a devida
correção e disciplina, mundanismo visando aumento numérico, desobediências
doutrinárias, entre outras tristes situações. É triste constatar que tais
líderes, sem firmeza em enfrentar as dificuldades de batalhar pela fé, estão
ensinando suas próprias congregações que não vale a pena lutar pela obediência.
O
trecho a seguir é de autoria de Ernest Pickering em seu livro “O Fruto da
Transigência” de 1980:
“O povo de Deus, particularmente no
contexto das congregações locais, depende de seu pastor para a liderança. Ele é
o pastor do rebanho, o professor das Escrituras e o líder do seu povo. É ele
quem deve falar com coragem, porém com amor, a respeito do erro. É ele quem
deve seguir o exemplo de Paulo e “advertir a todos, dia e noite, com lágrimas”
(Atos 20:31).
Uma das responsabilidades de um pastor é
proteger as ovelhas. Assim, o pastor deve estar atento a perigos potenciais e
vigiar contra “lobos vorazes” que ameaçam destruir e dispersar o rebanho (Atos 20:29).
Ele deve estar disposto a explicar claramente as características e os perigos
de movimentos como o neoevangelicalismo. Fazer isso pode, por vezes, levá-lo a
conflitos até mesmo com amigos queridos. Isso fará com que alguns o vejam como
um “agitador contencioso”. Alguns o acusarão de falta de amor cristão. Mas,
apesar de todas essas adversidades, ele deve perseverar em proteger fielmente
suas ovelhas contra as investidas daqueles que as alimentariam com ervas
venenosas.
Membros alertas e bem-informados devem
apoiar seu pastor. Diáconos e outros líderes da igreja local devem ser firmes
ao batalhar pela fé que “uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Eles devem
decidir pautar-se por princípios bíblicos e não por um emocionalismo
sentimental. Isso é mais fácil falar do que fazer. Princípios neoevangélicos
frequentemente surgem em juntas missionárias, escolas ou por meio de indivíduos
estimados que há muito são apoiados pela igreja. Assumir uma posição bíblica em
oposição a esses princípio neoevangélicos é, muitas vezes, uma experiência
dolorosa e angustiante.” (O Fruto da Transigência: Os Novos e Jovens
Evangélicos. 1980, páginas 41-42)
A
Bíblia não nos diz que devemos estar em passividade diante dos desobedientes.
Longe disso, a Palavra de DEUS nos adverte que, se desejamos permanecer firmes,
devemos nos abster da comunhão com os desobedientes. Está você, líder, pronto a
batalhar pela fé, custe o que custar?
E
rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a
doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. – Romanos 16:17 (ACF)
Geralmente se ouve que há entre vós
fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é
haver quem abuse da mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos
vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.
Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já
determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, Em nome de
nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso
Senhor Jesus Cristo, Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que
o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus. Não é boa a vossa jactância. Não
sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos, pois, do
fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento.
Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa,
não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com
os ázimos da sinceridade e da verdade. Já por carta vos tenho escrito, que não
vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com
os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os
idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos
escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou
avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem
ainda comais. Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não
julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai,
pois, dentre vós a esse iníquo. (I Coríntios 5:13, ACF)
Tradução e adaptação, setembro 2026.
Versão 00.
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